Vacina da UFMG contra Covid-19 pode ser adaptada para combater outras doenças
A vacina da SpiN-Tec MCTI desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e que começou a ser aplicada nesta sexta-feira (25 de novembro) também poderá ser usada para o desenvolvimento de imunizantes contra outras doenças no Brasil. “Isso é possível porque as tecnologias desenvolvidas durante as pesquisas com a SpiN-Tec MCTI UFMG podem ser adaptadas para vacinas que combatem outros agentes causadores de doenças”, informou a UFMG.
O imunizante começou a ser aplicado na Faculdade de Medicina da UFMG. A Spin-tec é a primeira vacina contra a Covid-19 totalmente produzida no Brasil, e recebeu cerca de R$ 500 milhões de aportes públicos. Desse valor, cerca de R$310 milhões foram do Ministério de Ciência e Tecnologia e Inovação e cerca de R$30 milhões da Prefeitura de Belo Horizonte.
População em geral deve começar a receber a vacina a partir de 2024
O imunizante 100% nacional, que está em fase de teste em humanos, tinha como previsão inicial disponibilidade em 2025. O coordenador do projeto e do CTVacinas da UFMG, Ricardo Gazzinelli, acredita que o novo imunizante será mais efetivo contra as novas variantes. “A nossa vacina possui uma proteína que ela é conservada”, destacou. “Ou seja, ela reconhece as diferentes variantes”.
Gazzinelli afirmou que os testes das fases 1 e 2 devem ser concluídos no meio do ano que vem. “A fase 3 vai até o primeiro semestre de 2024 e, aí assim, vamos trabalhar com a Funed e os setores privados para ela entrar no mercado já em 2024”, frisou.
Fonte: O Tempo