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Março Azul Marinho: O que a sua alimentação tem a ver com o risco de câncer colorretal?

Redação20 de março de 20257min0
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Em Belo Horizonte, os casos de neoplasia colorretal cresceram 34% entre os triênios de 2020-2022 e 2023-2025, um aumento superior à média nacional, que foi de 11%

O mês de março é marcado pela campanha Março Azul Marinho, dedicada à conscientização e prevenção do câncer colorretal, o terceiro tipo de tumor mais comum entre homens e mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Em Belo Horizonte, o crescimento da neoplasia colorretal chama atenção, já que, entre os triênios de 2020-2022 e 2023-2025, o número de diagnósticos aumentou 34%, superando a taxa nacional, que foi de 11%. Além da relação com fatores genéticos ou ao avanço da idade, estudos mostram que hábitos alimentares inadequados e o estilo de vida têm relação direta com o aumento dos casos.

O reforço sobre a importância da prevenção e a adoção de hábitos alimentares que previnem os risco de câncer colorretal é feito pela Oncoclínicas, maior grupo dedicado ao tratamento do câncer na América Latina. Isso porque nas regiões Sul e Sudeste do Brasil é comum o consumo elevado de carne vermelha e processada. “Por outro lado, o consumo de alimentos protetores como aqueles ricos em fibras, como frutas, vegetais e grãos integrais é muito baixo em grande parte da população brasileira, o que reforça a necessidade de orientação sobre mudanças nos hábitos alimentares no país”, afirma a oncologista Thaís Passarini, do Cancer Center Oncoclínicas em Belo Horizonte.

De acordo com o Inquérito Nacional de Alimentação, o consumo de carne vermelha e carne processada no Brasil é maior do que o recomendado pelo World Cancer Research Fund, com mais de 80% da amostra estudada ingerindo esses alimentos em quantidade superior à indicada. A recomendação é de 43 gramas por dia de carne vermelha e consumo mínimo de carne processada. “A alimentação tem uma influência substancial no desenvolvimento do câncer colorretal. Estudos indicam que o consumo elevado de carne vermelha e processada altera a microbiota intestinal, libera substâncias carcinogênicas e está associado a um aumento do risco de câncer colorretal”, explica a especialista.

Nos últimos anos, especialistas também têm observado um crescimento preocupante dos casos de tumores que afetam o cólon e reto em pacientes com menos de 50 anos. O estudo realizado pela American Cancer Society (ACS) analisou a incidência da doença em todas as faixas etárias de 1995 até 2020 na população dos Estados Unidos. Os dados apontam que 13% dos pacientes diagnosticados com câncer colorretal têm menos de 50 anos, um percentual que cresceu 9% em comparação a períodos anteriores.

Como se prevenir

O desenvolvimento do tumor colorretal ocorre no intestino grosso, especificamente no cólon ou no reto. Para diagnosticá-lo, é feito o rastreamento pelo exame de colonoscopia. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda iniciar o rastreio do câncer de cólon e reto da população adulta de risco baixo na faixa etária de 50 anos, mas pessoas com histórico familiar ou sintomas devem buscar avaliação antecipada. Os sintomas mais comuns incluem sangue nas fezes, diarreia ou constipação persistente, dor abdominal frequente, perda de peso inexplicada, cansaço e fraqueza constantes. No entanto, em alguns casos, a doença pode ser silenciosa nos estágios iniciais, o que reforça a importância da prevenção e do rastreamento regular.

Apesar de ser uma das neoplasias mais comuns e letais, sendo o terceiro mais incidente no Brasil, com 45.630 novos casos da doença previstos no país em 2025, a oncologista Thaís Passarini reforça que a doença pode ser evitada e identificada em estágios iniciais. “A combinação de prevenção primária, por meio de mudanças na alimentação e no estilo de vida, e a detecção precoce com exames, como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento. Quando diagnosticado nos estágios iniciais, o câncer de intestino tem até 90% de chance de cura. É por isso que campanhas como o Março Azul Marinho são tão importantes para incentivar hábitos saudáveis, consultas médicas regulares e a atenção a sinais que podem indicar a doença”, finaliza.

Sobre a Oncoclínicas&Co

Oncoclínicas&Co é o maior grupo dedicado ao tratamento do câncer na América Latina, com um modelo hiperespecializado e inovador voltado para a jornada oncológica. Com um corpo clínico formado por mais de 2.900 médicos especialistas em oncologia, a companhia está presente em 40 cidades brasileiras, somando mais de 140 unidades. Com foco em pesquisa, tecnologia e inovação, o grupo realizou nos últimos 12 meses cerca de 682 mil tratamentos. A Oncoclínicas segue padrões internacionais de excelência, integrando clínicas ambulatoriais a cancer centers de alta complexidade, potencializando o tratamento com medicina de precisão e genômica. Parceira exclusiva no Brasil do Dana-Farber Cancer Institute, afiliado à Harvard Medical School, adquiriu a Boston Lighthouse Innovation (EUA) e possui participação na MedSir (Espanha). Integra ainda o índice IDIVERSA da B3, reforçando seu compromisso com a diversidade. Com o objetivo de ampliar sua missão global de vencer o câncer, a Oncoclínicas chegou à Arábia Saudita por meio de uma joint venture com o Grupo Al Faisaliah, levando sua expertise oncológica para um novo continente. Saiba mais em: www.grupooncoclinicas.com.

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