Mesmo com chuva acima da média, Sudeste terá reservatórios abaixo do normal em 2026


O Sudeste do Brasil vive uma crise hídrica, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). Mesmo com chuvas acima da média até março de 2026, quando termina o período chuvoso, não haverá recuperação satisfatória dos reservatórios de água, diz nota técnica do órgão.
Apesar dos temporais que atingiram a região desde o início do verão, não houve impacto significativo na reposição das reservas hídricas do Sudeste. A situação é ainda mais grave em São Paulo: em estado crítico, o nível dos reservatórios está em sua pior fase desde a crise de 2014/2015.
Isso acontece porque a chuva ao longo de 2025 não foi o suficiente, gerando necessidade de compensar essa falta em 2026. Durante o período chuvoso do ano passado, boa parte do Sudeste passou mais de 50 dias sem precipitações. Algumas regiões superaram 80 dias secos.
O período chuvoso no Sudeste vai de outubro a março, quando se espera a recarga de reservatórios. Porém, outubro a dezembro de 2025 houve uma anomalia média de precipitação de −113,7 mm, valor quase igual a 2023 (−117,1 mm), ambos piores que 2014, 2015 e 2019.
Dias sem chuva no Sudeste entre outubro e dezembro de 2025:
Divulgação/ Cemaden
Apesar do calor extremo em dezembro de 2025, a crise não foi causada pelas altas temperaturas. As médias das temperaturas máximas registradas na região ficaram próximas ou abaixo do esperado. No entanto, vale lembrar que toda falta de chuva é causada pela redução da umidade, causada pelo desmatamento.
Fonte: Itatiaia

















