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Apenas 10% dos brasileiros sabem que a diabetes pode afetar os rins e o coração, revela pesquisa

Redação15 de janeiro de 20264min0
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Doenças renais e cardíacas ainda são pouco associadas à diabetes; amputações e perda da visão são as complicações mais lembradas

A maior parte dos brasileiros conhece e reconhece a diabetes como uma doença que pode trazer muitos impactos ao ser humano. Entretanto, a maioria desconhece os impactos silenciosos da doença ao longo do tempo. De acordo com uma pesquisa nacional realizada pelo Datafolha, encomendada pela biofarmacêutica AstraZeneca, só 10% da população sabem que o mau controle da doença pode causar problemas nos rins ou no coração, tais como doença renal crônica, insuficiência cardíaca ou hipertensão.

A pesquisa mostra que, no geral, as pessoas se lembram mais de complicações como amputações (27%) e perda da visão (23%), ou seja, as consequências mais visíveis. Os riscos mais silenciosos ainda são subestimados.

Quando a pergunta é estimulada, ou seja, quando se apresenta explicitamente a frase ‘você já ouviu falar da relação entre diabetes e doença renal?’, metade dos brasileiros entre 16 e 24 anos afirma nunca ter ouvido falar dessa conexão. A pesquisa ouviu 2.005 pessoas em 113 municípios do país.

“A população associa a diabetes aos efeitos físicos, que ficam mais evidentes, mas ignora as lesões silenciosas que se acumulam ao longo dos anos nos órgãos vitais, como os rins. É essencial ampliar o acesso à informação e à prevenção para que mais pessoas reconheçam os riscos e busquem acompanhamento médico contínuo”, explica o nefrologista, Dr. Carlos Koga.

A falta de controle da diabetes pode comprometer múltiplos órgãos e sistemas, incluindo olhos (retinopatia diabética), rins (nefropatia/DRC), coração e vasos (doença cardiovascular e hipertensão), sistema nervoso periférico (neuropatia), cérebro (acidente vascular cerebral) e membros inferiores (pé diabético e amputações).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o diabetes como uma epidemia silenciosa. No mundo, são mais de 830 milhões de pessoas com a doença, e no Brasil, são 16 milhões. “Com diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento contínuo, é possível controlar o diabetes e evitar complicações graves. Informação e prevenção caminham juntas no cuidado com a saúde”, destaca o membro do Departamento de Diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Rodrigo O. Moreira.

Pressão alta

Outra condição crônica destacada na pesquisa é a hipertensão, que atinge cerca de 30% dos adultos brasileiros e é conhecida por 98% da população, segundo o levantamento.

Ao escolher duas doenças que consideram de maior risco entre uma lista de seis opções (diabetes, hipertensão, colesterol alto, insuficiência cardíaca, doença renal crônica e excesso de potássio no sangue), 42% dos entrevistados incluem a hipertensão entre as mais perigosas, percentual menor do que o atribuído ao diabetes (60%) e à insuficiência cardíaca (44%). Apesar disso, cerca de 26% dos entrevistados afirmaram já ter tido pressão alta.

Entre os entrevistados com diagnóstico de diabetes e/ou hipertensão, 31% nunca receberam orientações médicas sobre prevenção de doenças relacionadas. Por outro lado, 61% gostariam de ter a oportunidade de tirar dúvidas com um especialista sobre alimentação, riscos cardíacos e renais.

Fonte: O Tempo

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