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Casos de câncer de intestino avançam entre jovens e acendem alerta global

Redação19 de fevereiro de 20263min0
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O câncer colorretal, historicamente associado a pessoas acima dos 50 anos, tem sido cada vez mais diagnosticado em adultos jovens

O câncer colorretal, historicamente associado a pessoas acima dos 50 anos, tem sido cada vez mais diagnosticado em adultos jovens. Nos Estados Unidos, já é a neoplasia que mais mata abaixo dessa faixa etária. A tendência também foi observada em levantamento internacional publicado na revista The Lancet Oncology, que identificou crescimento da incidência precoce em 27 de 50 países analisados.

No Brasil, o tumor de cólon e reto é o terceiro mais frequente, com cerca de 45 mil novos casos estimados por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Estudos indicam que a mortalidade vem aumentando nas últimas duas décadas, especialmente quando o diagnóstico ocorre em estágio avançado.

Por que isso está acontecendo?

A ciência ainda busca explicações definitivas para o avanço da doença em pessoas de 20, 30 e 40 anos. Entre os fatores de risco conhecidos estão obesidade, sedentarismo, dieta rica em carnes processadas e pobre em fibras, tabagismo, consumo excessivo de álcool, doenças inflamatórias intestinais e histórico familiar.

Pesquisas recentes também investigam o impacto de ultraprocessados e alterações no microbioma intestinal — o conjunto de bactérias que vivem no intestino — como possíveis contribuintes para o aumento dos casos precoces.

Especialistas observam que muitos pacientes jovens não apresentam os fatores clássicos, o que reforça a necessidade de estudos mais aprofundados.

Sintomas que não devem ser ignorados

Entre os sinais de alerta estão sangue nas fezes, sangramento retal, mudanças persistentes no hábito intestinal, dor abdominal, perda de peso involuntária e anemia sem causa aparente. Quando detectado precocemente, o câncer colorretal pode ter taxa de sobrevivência superior a 80% em cinco anos. Em estágios avançados, esse índice pode cair drasticamente.

Quando começar a fazer exames?

Diretrizes médicas recomendam que adultos com risco médio iniciem o rastreamento aos 45 anos. Pessoas com histórico familiar ou condições intestinais crônicas devem conversar com o médico sobre antecipar a avaliação.

Os exames incluem testes de fezes anuais e colonoscopia — geralmente indicada a cada 10 anos, quando não há alterações. Em casos de maior risco, o intervalo pode ser reduzido.

Diante do avanço entre jovens, especialistas reforçam a importância de atenção aos sintomas e de hábitos de vida saudáveis, como alimentação rica em fibras, prática regular de atividade física e moderação no consumo de álcool. O diagnóstico precoce continua sendo o principal aliado na redução da mortalidade.

Fonte: Pardal Tech

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