Seis sinais de que os sintomas de saúde que você sente são intermitentes


Sintomas que são classificados como “intermitentes” ocorrem em distintas fases da vida e podem se apresentar de maneiras diferentes. De um modo geral, eles atingem o corpo humano em um período de “vem e vai”, ou seja, o paciente tem a sensação de que é algo recorrente, mas que logo terá fim. No entanto, o enfermeiro Lucas Bernardes, da Cuidare Brasil, alerta para que os casos recebam atenção redobrada.
Para o especialista, os sinais podem representar um desafio para diagnósticos, pois o paciente pode estar ou não com o sintoma no momento da consulta. Ele afirma que a intermitência acontece quando o corpo está momentaneamente compensando uma falha ou reagindo a um fator externo temporário. Apesar disso e embora alguns indícios sejam inofensivos, Bernardes pontua que sua recorrência pode indicar uma condição implícita, na qual a avaliação profissional se faz necessária.
“Muitas vezes, o paciente só percebe que algo não vai bem quando esses episódios começam a se repetir. Como eles não seguem um padrão fixo, acabam passando despercebidos em uma avaliação pontual. O organismo até consegue se ajustar por um tempo, mas essa adaptação não significa que esteja tudo resolvido. Quando os sinais retornam, é um indicativo claro de que vale a pena olhar com mais atenção”, explica.
O especialista indicou seis sinais de que os sintomas apresentados são recorrentes e por que devem receber atenção. Confira:
Efeito “vai e vem”: é o principal indicador. Por vezes, ele melhora sozinho, mas Bernardes pontua que não se configura em um avanço por si só. A principal razão é que a condição logo torna a incomodar o paciente.
Surgem em momentos parecidos: mesmo que não evidente à primeira vista, o especialista ressalta que muitos sintomas retornam após situações específicas. “Pode acontecer em casos de esforços físicos, noites mal dormidas, alimentação irregular ou períodos de estresse. A repetição de cenários ajuda a identificar que não se trata de um evento isolado”, diz.
Intensidades alternadas: a intermitência raramente se apresenta do mesmo modo. Em alguns momentos, surgem de maneira leve; em outros, tornam-se mais incômodos, o que pode gerar confusão sobre a real gravidade do quadro.
Sequência imprevisível: diferente de condições contínuas, “os sinais não se apresentam diariamente ou em intervalos regulares”, esclarece Bernardes. Ele(a) ainda analisa que muitos deixam de relatá-los ou têm dificuldade em descrevê-los com precisão durante uma consulta.
Adaptação do paciente: com o tempo e com a recorrência, o paciente acaba se adaptando à situação de desconforto. É um dos motivos para que a situação passe a ser normalizada e, consequentemente, não seja trata.
Subestimados: para o(a) especialista, os sinais costumam ser encarados como passageiros ou sem importância, justamente por não estarem sempre presentes. A percepção ainda pode atrasar a busca por orientação profissional e dificultar a identificação precoce de “condições que poderiam ser tratadas simplesmente”, conclui.

















