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Brasil rompe barreira histórica e ultrapassa 1 milhão de toneladas de peixes em 2025

Redação25 de fevereiro de 20265min0
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Tilápia continua sendo o motor do setor, representando 70% de toda a produção

O Brasil consolidou sua posição como uma potência global na produção de pescados ao atingir uma marca emblemática em 2025: 1.011.540 toneladas de peixes de cultivo. Os dados, revelados pela Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) no lançamento do 10º Anuário da Piscicultura Brasileira, colocam o país no seleto grupo de apenas seis nações que produzem acima de sete dígitos.

O crescimento de 4,41% em relação a 2024 reafirma a liderança brasileira nas Américas e projeta um futuro ambicioso. “A meta é chegar à liderança global em 2040″, afirmou Francisco Medeiros, presidente da Peixe BR.

Domínio da tilápia e o desafio dos nativos

tilápia continua sendo o motor do setor, representando 70% de toda a produção nacional. Em 2025, o cultivo da espécie saltou 6,83%, totalizando 707.495 toneladas.

Por outro lado, os peixes nativos (como tambaqui e pintado) e outras espécies (trutas e carpas) enfrentaram um ano de retração, com quedas de 0,63% e 1,75%, respectivamente. O setor atribui esses números a desafios climáticos e à necessidade de maior tecnificação nessas cadeias específicas.

Produção por categoria (2025):

  • Tilápia: 707.495 t (+6,83%)
  • Peixes Nativos: 257.070 t (-0,63%)
  • Outras Espécies: 46.975 t (-1,75%)

Exportações: o impacto do ‘tarifaço’ dos EUA

Apesar do recorde na produção, o comércio exterior viveu um ano de resiliência. A receita das exportações cresceu apenas 2%, somando US$ 60 milhões, enquanto o volume de embarques recuou 1% (13,6 mil toneladas).

O principal freio foi o “tarifaço” imposto pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos, mercado que absorve 87% das exportações brasileiras de peixe de cultivo. O plano de desbancar a Colômbia como maior fornecedora de filés de tilápia para os americanos foi adiado para 2026.

“As empresas abriram mão de parte de suas margens e investiram mais no mercado interno, conquistando novos clientes e pontos de venda”, explicou Medeiros sobre a estratégia para manter a rentabilidade diante das barreiras externas.

Panorama estadual e balança comercial

O estado do Paraná segue isolado na liderança nacional, sendo responsável por 273,1 mil toneladas. São Paulo e Minas Gerais completam o pódio da produção.

No que diz respeito às importações, o Brasil ainda mantém um déficit comercial de US$ 959 milhões no setor, impulsionado principalmente pelo consumo de salmão (83% do total importado) e do pangasius.

Estado (Líderes)Produção (Toneladas)
1º Paraná273,1 mil
2º São Paulo93,7 mil
3º Minas GeraisEm crescimento

Perspectivas para 2026 e além

Para os próximos anos, a piscicultura brasileira aposta em duas frentes:

  1. Novos mercados: o país busca retomar as exportações para a União Europeia, suspensas desde 2017. Uma missão técnica europeia é esperada ainda este ano para auditar as condições sanitárias.
  2. Liderança na tilápia: a projeção é que o Brasil se torne o 3º maior produtor mundial da espécie até 2030.

O setor também respira aliviado com o adiamento da decisão governamental que poderia classificar a tilápia como “espécie exótica invasora”, o que representaria um entrave jurídico e produtivo para a atividade.

Fonte: Itatiaia

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