Cerca de 20% dos brasileiros dormem menos de seis horas por noite, aponta Vigitel


O Ministério da Saúde divulgou dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (Vigitel) mostrando que 20% dos brasileiros dormem menos de seis horas por noite e 31,7% apresentam sintomas de insônia.
O Vigitel é uma pesquisa anual que acompanha hábitos de saúde da população, como diabetes, hipertensão e alimentação, e avaliou pela primeira vez o panorama do sono no país.
Andrea Toscanini, especialista do Laboratório do Sono do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, explica que os problemas relacionados ao sono exigem atenção.
“O Vigitel colocou a síndrome do sono insuficiente como uma doença crônica no Brasil, como já acontece no resto do mundo. Esses números preocupam porque indicam que a privação de sono é um problema global, relacionado ao estilo de vida da nossa sociedade”
afirma ao Jornal da USP
A privação de sono pode trazer diversas complicações, como depressão, hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, obesidade e problemas cognitivos, incluindo déficit de memória, atenção e foco. Toscanini ressalta que a falta de sono também afeta jovens e crianças, prejudicando desempenho escolar e testes neuropsicológicos. “É importante organizar o dia, reduzir tarefas e garantir tempo adequado de sono”, orienta.
Segundo a especialista, os sintomas de insônia são mais comuns entre mulheres, principalmente devido a questões hormonais e sociais.
Durante a menopausa, há maior suscetibilidade a transtornos do humor, insônia e apneia do sono, que elevam o risco de hipertensão e problemas metabólicos.
Além disso, mulheres com dupla jornada e menor renda apresentam maior sobrecarga e vulnerabilidade à privação de sono.
Ao longo da vida, Andrea Toscanini explica que a falta de sono tem efeitos significativos na saúde e no bem-estar.
“Cuidar do sono é essencial para prevenir doenças e garantir qualidade de vida”
reforça

















