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Cientistas descobrem molécula que desacelera crescimento de células cancerígenas

Redação26 de março de 20263min0
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Molécula interfere na produção de energia ao bloquear enzima essencial para funcionamento das mitocôndrias

Pesquisadores identificaram uma molécula capaz de interromper o crescimento de células cancerígenas ao interferir no metabolismo tumoral, sem causar danos relevantes a tecidos saudáveis. A descoberta, ainda em fase inicial, foi conduzida por cientistas das universidades de Genebra e Marburg e publicada na revista científica Nature Metabolism.

O estudo investigou o uso da D-cisteína, uma versão rara e “espelhada” do aminoácido cisteína. Diferente da forma comum utilizada pelo organismo, essa variante consegue entrar com mais facilidade em certas células tumorais por meio de transportadores específicos presentes em sua superfície. Células saudáveis, em geral, não possuem o mesmo mecanismo de absorção, o que pode tornar a estratégia mais seletiva.

Dentro da célula cancerígena, a molécula interfere na produção de energia ao bloquear a enzima NFS1, essencial para o funcionamento das mitocôndrias. Sem energia suficiente, as células perdem a capacidade de se dividir e passam a apresentar falhas internas, entrando em um estado descrito pelos pesquisadores como “fome metabólica”. Nesse cenário, o tumor não necessariamente desaparece, mas tem seu crescimento desacelerado.

Nos testes realizados com camundongos com tumores mamários agressivos, os cientistas observaram redução significativa da progressão da doença, sem sinais importantes de toxicidade sistêmica. O resultado sugere que explorar vulnerabilidades metabólicas do câncer pode ser uma alternativa mais precisa do que tratamentos que afetam indiscriminadamente células que se multiplicam rapidamente.

Apesar do potencial, especialistas alertam que a descoberta ainda está distante de se tornar um tratamento disponível e que há um longo caminho até o uso clínico.

Segundo oncologistas, muitos mecanismos promissores em laboratório não conseguem se confirmar em humanos devido a limitações de dose, segurança e eficácia clínica. Por isso, novos estudos serão necessários antes que a técnica possa ser testada em pacientes.

Fonte: ICL Notícias

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