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Minas Gerais se torna o 2º maior produtor de ovos do Brasil após crescimento de 8,3% em 2025

Redação26 de março de 20264min0
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Conforme a Faemg, o estado ultrapassou o Paraná ao produzir de 5,8 bilhões de unidades; avanço também pode refletir mudanças no hábito alimentar

Minas Gerais assumiu, em 2025, a segunda posição no ranking nacional de produção de ovos. O estado ultrapassou o Paraná e agora fica atrás apenas de São Paulo, conforme levantamento divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), nesta quinta-feira (26/3). O desempenho é fruto de um salto na produção, que passou de 5,443 bilhões de unidades em 2024 para 5,895 bilhões em 2025, que representa crescimento de 8,3%.

O faturamento também registrou alta. O Valor Bruto da Produção (VBP) passou de R$ 2,67 bilhões para R$ 3,31 bilhões, uma alta de 23,7%. Esse cenário é sustentado por um aumento de 2,4% no plantel de galinhas poedeiras e pode ser explicado também por uma mudança consistente no comportamento do consumidor brasileiro, que passou a ver o ovo como um item estratégico para dietas de desempenho e praticidade.

Segundo a nutricionista Keila Moraes, o ovo é um alimento completo do ponto de vista nutricional. “É uma proteína de alto valor biológico, com excelente qualidade e todos os aminoácidos essenciais, sendo um grande aliado tanto na manutenção quanto no ganho de massa muscular, especialmente para quem pratica atividade física. Além disso, é rico em vitaminas e minerais importantes, como as do complexo B, vitaminas A e D, ferro, selênio e colina, um nutriente fundamental para a saúde do cérebro”, explica.

Exportações

De acordo com a Faemg, embora o mercado interno absorva a maior parte da produção (97,95%), o setor mineiro expandiu fronteiras em 2025. As exportações cresceram 129% em faturamento e 82% em volume, tendo os Estados Unidos como destino de 60% dos embarques.

Gestão e tecnologia no campo

Segundo a federação, o crescimento é impulsionado por investimentos em biosseguridade e manejo técnico. “Trabalhamos o manejo adequado das aves, qualidade da alimentação e da água, limpeza dos galpões, controle de temperatura e ventilação, além do bem-estar animal. O cuidado com a cama, os ninhos e a coleta correta dos ovos impactam diretamente na qualidade final do produto”, afirma Iara Maria França Reis, técnica do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faemg Senar.

No campo, a realidade do otimismo é confirmada por produtores como Douglas Espíndola, de Buritis, no Noroeste de Minas. Com uma produção diária de até 130 ovos, ele já planeja dobrar sua estrutura para 300 aves.

“O trabalho começa desde o primeiro dia de vida das aves, com transporte adequado, ambiente climatizado, vacinação e alimentação específica para cada fase”, relata o produtor, que fornece o alimento para escolas e busca a regularização por meio do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) para expandir as vendas para feiras e mercados.

Fonte: O Tempo

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