• muzambinho.com.br
  • loja.muzambinho.com
  • Muzambinho.com

Pielonefrite pode ser fatal; entenda sintomas e por que infecção urinária nunca deve ser ignorada

Redação30 de março de 20269min0
rim-2fc939390184a44a
Entenda sintomas e quadros de risco que podem desencadear a enfermidade

Ignorar os sinais de uma infecção urinária pode custar caro. Em alguns casos, a bactéria presente na bexiga ou uretra avança até os rins e provoca a chamada pielonefrite, uma doença potencialmente grave e que pode levar à morte quando não tratada. O alerta é do médico nefrologista do Hospital Belo Horizonte, Lúcio Silva, que sinaliza os sintomas merecedores de atenção.

“É uma doença potencialmente letal. Os principais sintomas incluem febre alta, sendo essa uma característica marcante da pielonefrite, geralmente acima de 37,5 °C ou 38 °C. A condição também se manifesta com dor intensa nas costas, especialmente na região lombar, além de náuseas, vômitos e calafrios”, inicia o médico.

Outro sintoma comum é a disúria, ou seja, desconforto ao urinar, no qual há dor e queimação. Na pielonefrite, a urina também pode vir turva ou com presença de sangue. “Além disso, podem ocorrer mal-estar, náuseas e vômitos, e, em idosos, o quadro pode evoluir com confusão mental. Por isso, quando houver presença desses sintomas, é fundamental dirigir-se a um hospital”, indica o nefrologista.

Pessoas com comorbidades devem estar especialmente atentas, como pacientes com imunidade comprometida, acamados e aqueles que têm endometriose e obstruções do aparelho urinário. “Tudo isso pode levar a um risco aumentado dessa doença evoluir de forma mais grave”, alerta o especialista.

Já nos bebês e crianças, os sinais podem ser menos específicos, como febre sem origem definida ou irritação constante. Por questões anatômicas, as mulheres também estão mais suscetíveis às infecções urinárias, e, consequentemente, à pielonefrite, já que a uretra feminina é mais curta e próxima ao ânus, o que facilita a migração de bactérias do intestino para a bexiga.

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, quando adquirida, a infecção urinária geralmente causada pela bactéria Escherichia coli (70% a 85% dos casos), encontrada justamente no intestino humano e nas fezes.

Para entender por que a pielonefrite provoca sintomas tão intensos e pode evoluir de forma grave, é importante observar o que acontece diretamente nos rins durante a infecção e como o organismo reage à presença das bactérias.

“Quando essas bactérias chegam ao rim, elas invadem o tecido renal e desencadeiam uma resposta inflamatória intensa. Esse processo provoca inchaço no órgão e atrai células de defesa, o que acaba agravando ainda mais a inflamação. Com a progressão da infecção, podem surgir lesões nos tecidos, com morte celular e até a formação de abscessos, que são pequenas bolsas de pus dentro do rim”, explica o Silva.

Nefrologista no Hospital da Baleia, André Barreto Pereira destaca que a pielonefrite pode, inclusive, causar danos permanentes nos rins. “Essa doença pode deixar cicatrizes em um processo semelhante ao de um machucado na pele: após a cicatrização, pode restar uma marca. No entanto, há possibilidade de recuperação total, especialmente quando o tratamento é feito de forma rápida, evitando a formação desses tecidos fibrosos. Por outro lado, infecções recorrentes podem, sim, provocar danos progressivos e levar ao aumento da creatinina. O Dia Mundial do Rim, lembrado recentemente em 12 de março, reforça a importância de cuidar da saúde renal e de monitorar indicadores como a creatinina”, ressalta Pereira.

Entenda a diferença da pielonefrite aguda e crônica

A pielonefrite pode se manifestar de duas formas: aguda e crônica, com diferenças importantes no quadro clínico e nos riscos associados. A forma aguda surge de maneira repentina, com sintomas intensos como febre alta, dor lombar, náuseas, vômitos e mal-estar. Já a pielonefrite crônica tem evolução lenta e, muitas vezes, está associada a infecções urinárias recorrentes ou a alterações no trato urinário.

“A pielonefrite crônica, geralmente, ocorre quando a pessoa tem alguma comorbidade que favorece a manutenção da infecção. Muitas vezes, o paciente precisa usar antibiótico por mais tempo. Essas condições podem incluir cálculo renal, a nefrolitíase, má formação dos rins, histórico de cirurgias no trato urinário, aumento da próstata não tratado, que leva à retenção de urina ou até disfunções da bexiga, quando ela não consegue eliminar a urina adequadamente”, aponta o nefrologista no Hospital da Baleia, André Barreto Pereira.

Veja diagnóstico e tratamento da pielonefrite

O diagnóstico da pielonefrite é feito a partir de exames de urina simples, urocultura e avaliação clínica de um especialista. “O médico irá avaliar o paciente por meio de uma conversa detalhada e análise do exame físico, observando, por exemplo, a presença de febre e sinais sugestivos de inflamação nos rins”, esclarece o nefrologista no Hospital da Baleia, André Barreto Pereira.

Além disso, podem ser solicitados exames complementares, como de imagem. “A tomografia, por exemplo, pode ajudar em alguns casos, embora geralmente não seja necessária. Na maioria das situações, uma anamnese bem feita pelo clínico, associada a exames laboratoriais como o exame de urina e a urocultura, costuma ser suficiente para o diagnóstico”, identifica.

A doença é tratada com uso de antibiótico e geralmente é indicada internação hospitalar. “Dependendo do quadro clínico e da avaliação médica, o tratamento pode ser feito com antibióticos por via oral. No entanto, isso varia de acordo com a gravidade de cada caso, e muitas vezes pode ser necessária a internação hospitalar”, salienta Pereira.

“Quando a infecção já atingiu o rim e a região ao seu redor, como a gordura perirrenal, há risco de disseminação e evolução para uma infecção generalizada. Por isso, a conduta depende diretamente da avaliação clínica no momento. De forma geral, o tratamento é feito com antibióticos, ajustados conforme a gravidade e as características da infecção”, elabora o nefrologista.

Dicas de como evitar pielonefrite

Existem algumas maneiras de evitar a pielonefrite com hábitos simples e cotidianos. Confira:

  • Beba bastante água ao longo do dia;
  • Não segure a urina por muito tempo;
  • Mantenha uma boa higiene íntima, no caso das mulheres, é importante sempre se limpar de frente para trás, especialmente após evacuar;
  • Urine após relações sexuais para ajudar a reduzir o risco de infecções;
  • Evite o uso excessivo de produtos íntimos, como duchas e sabonetes, que podem alterar a flora natural
  • Use roupas íntimas de algodão e evite peças muito apertadas

Fonte: O Tempo

  • Muzambinho.com

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *