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El Niño pode causar ondas de calor no Brasil em 2026, alerta Cemaden

Redação9 de abril de 20264min0
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Fenômeno deve elevar temperaturas a partir do segundo semestre na região central do Brasil e causar chuvas fortes no Sul do país

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), instituição vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), emitiu um alerta para a iminência de ondas de calor no Brasil em decorrência do fenômeno El Niño em 2026. Embora a intensidade exata do evento ainda seja objeto de estudo, modelos meteorológicos globais indicam que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico deve se consolidar na segunda metade do ano, com efeitos sentidos em todo o território nacional.

De acordo com nota técnica enviada pelo órgão à Casa Civil da Presidência da República, as regiões Sudeste e Centro-Oeste devem ser as mais afetadas pela intensidade do calor. O fenômeno ocorre em um cenário de vulnerabilidade ambiental, com o planeta já registrando temperaturas elevadas devido às mudanças climáticas e ao desmatamento.

A nota do Cemaden adverte que em 2026 podem ocorrer eventos como aconteceu em 2024, que foi o ano com recorde de ondas de calor na história recente. Segundo o órgão, há 80% de chance de o El Niño se estabelecer plenamente no segundo semestre, possivelmente a partir do trimestre entre  agosto e outubro.

A temperatura do mar na região do Oceano Pacífico Equatorial deve subir aproximadamente 1,5 °C, o que classificaria o fenômeno como moderado a forte. O Cemanden ressalta que, no momento, não existem indícios que indiquem a possibilidade de ocorrência de um fenômeno de intensidade muito forte, embora, atualmente, seja pouco confiável estabelecer hipóteses sobre a intensidade deste evento e seus impactos.

O centro de monitoramento alerta que um eventual aumento das chuvas no Sul do Brasil poderia criar cenários mais favoráveis para a ocorrência de deslizamentos de terra nas regiões montanhosas e eventuais problemas associados a cheias, alagamentos e enxurradas.

O Cemanden cita as regiões metropolitanas de Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, e também todo o leste de Santa Catarina, especialmente o litoral, onde há vários municípios banhados por pequenas bacias hidrográficas, como áreas de atenção para casos de chuvas intensas.

No Nordeste, o atraso do início do período chuvoso pode trazer impactos na gestão das águas, principalmente no interior da região, onde muitos municípios dependem de barragens intermitentes e que podem demorar a encher, em função do atraso ou da diminuição das chuvas.

A nota técnica alerta ainda que o El Niño não é o único responsável por eventos climáticos extremos no Brasil e no mundo, uma vez que há também interferências do Oceano Atlântico Tropical e até mesmo de processos não climáticos, como mudanças no uso da terra.

Por outro lado, a região centro-norte do país poderia enfrentar um agravamento da seca e um aumento do risco de incêndios, especialmente a partir do mês de agosto. A grande área central do Brasil, muito provavelmente, conclui o Cemanden, irá enfrentar situações relativamente frequentes de ondas de calor e baixa umidade relativa.

Fonte: O Tempo

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