Infectologista alerta para alta de casos de síndrome respiratória em MG


Minas Gerais está com incidência de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em níveis de alerta, segundo boletim da Fiocruz divulgado nessa quinta-feira (9). No Brasil, já foram notificados 31.768 casos em 2026.
Melissa Valentini, infectologista do Lab-to-Lab Pardini, lembra da importância da vacina em meio à alta de casos de SRAG. “Vacina salva vidas e é a melhor forma de combater doenças infecciosas”, afirmou em participação no programa Acir Antão desta sexta-feira (10).
Devem se vacinar são principalmente as crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. “São populações de maior risco, com mais chance de desenvolver quadros graves. No caso de bebês, especialmente abaixo de um ano, a bronquiolite é comum. O ideal é evitar contatos, mas sabemos que a realidade nem sempre permite”, diz a médica.
A profissional explica como diferenciar um resfriado de uma gripe. “O mais importante é avaliar a gravidade. A síndrome gripal envolve febre, dor de garganta, dor de cabeça e coriza. O sinal de alerta para buscar atendimento médico é a falta de ar ou se a saturação estiver abaixo de 94%. Grupos de risco podem precisar de atendimento antes para avaliação”, recomenda.
Sobre o uso de máscaras, a infectologista diz que “se a pessoa está com um quadro respiratório ou gripada, o ideal é usar máscara para não transmitir aos outros”. Se possível, no caso dos trabalhadores, o recomendado é ficar em casa: “Gente doente não trabalha, para não transmitir para todo mundo”.
A médica também recomenda “evitar contato com pessoas doentes, manter isolamento se estiver infectada, preferir lugares abertos e ventilados, hidratar-se, manter a higiene das mãos e não compartilhar talheres ou copos”.
Fonte: Itatiaia

















