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Banda “If I Go” formada por alunos de Ciências Biológicas faz última apresentação e deixa sua marca no Campus Muzambinho

Redação8 de julho de 20188min0
O horário de almoço no IFSULDEMINAS-Campus Muzambinho é embalado pelo ritmo do pop rock durante as “Quintas Culturais”.

Os estudantes dos cursos técnicos e superiores se acomodam nos corredores do Prédio H para curtir show da banda “IF I Go”, que traz repertório com clássicos do rock nacional como Charlie Brown Jr, Detonautas e Raimundos.

A banda é formada pelos estudantes do curso de Ciências Biológicas do Campus Muzambinho André Costa Canuto Leite, no vocal; Natan Gabriel Silva no contrabaixo, Roney Silveira, na bateria; acompanhados pelo professor de música Leonardo Chiulli Vilhena na guitarra. O nome do grupo remete ao Instituto Federal, mas também pode ser traduzido do inglês como “Se eu for”.

A banda se reuniu no ano passado. Mas os alunos serão graduados em Licenciatura em Ciências Biológicas no próximo mês de agosto. Agora o nome do grupo agora é afirmativa na vida dos músicos, que deixarão o IFSULDEMINAS. A última apresentação aconteceu na final do Cara x Coroa, no mês de junho. Agora o próximo encontro dos amigos será durante a formatura.

André, Natan e Roney conheceram-se na faculdade, em Muzambinho. André é natural da capital paulista, enquanto Natan veio de Casa Branca, no interior paulista, para estudar no sul de minas. O gosto pela música surgiu antes mesmo de entrarem na faculdade. André já teve duas bandas, inclusive uma de heavy metal. “Aqui a gente toca umas músicas mais lights. Porque, como eu gosto de tocar, se alguém pedir para tocar sertanejo, vamos lá!”, afirma o estudante.

Natan relembra como foi o início da “IF I Go”: “Foi no ano passado, num dia em estávamos no intervalo e escutamos Léo (Chiulli) tocando bateria e fomos ver. Ele estava mesmo buscando alguma banda de rock para fazer as apresentações nas Quintas Culturais”.

Para o professor de música, a banda marcou a história do SAAC do campus. “Creio que essa foi a (banda) mais especial, porque foi muito natural. Eles vieram no SAAC, eu não fui atrás deles, nem os conhecia. Eles vieram aqui tocar simplesmente pra fazer um som. Foi onde a gente viu que os gostos batem, as ideias também, e viu que tinha uma banda legal.”

Escape
A música se tornou momento importante para os estudantes como válvula de escape nos momentos de fim de semestre com apresentações de trabalhos, provas e estágio. “No 6º e 7º períodos, a gente tava cheio de coisa para fazer, estágio e TCC… mas nem por isso a gente deixou de tocar nenhum dia, porque a banda era o nosso momento de paz e tranquilidade. O SAAC se tornou o nosso cantinho de escape, de paz de qualquer coisa que tivesse lá fora.”, explica André, que lembra que a banda foi oportunidade para fazer novas amizades na instituição. “Da minha parte fica uma tristeza porque a banda deu uma popularidade pra gente na escola. A gente nem imaginava, porque antes da banda nos éramos meninos da biologia que algumas pessoas conheciam, e depois da banda a gente ganhou uma certa popularidade, visibilidade. A gente fica até um pouco triste com esse negócio de ser a última apresentação, se um dia a gente vai se encontrar. Porque quando nos formarmos, cada um seguirá um destino e fica difícil. Mas a gente espera que o pessoal que está entrando deem prosseguimento a quinta cultural, mesmo que com outras vertentes musicais.”, afirma o vocalista.

Fãs
Os rapazes da biologia cativaram fãs durante as apresentações no Prédio H. Uma delas é estudante do Curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio, Amanda Almeida de Deus. “eles tocam o tipo de música que eu gosto bastante. E é bom porque assim como é um escape pra eles, é um escape pra gente também. Por exemplo, às vezes estou preocupada com a prova que vai ter à tarde, e a gente dá uma pausa no dia para ouvir uma música, ajuda a continuar o estudo à tarde”, explica a aluna que também toca violão e faz aulas de piano.

Aulas no SAAC
O professor de música Leonardo Chiulli Vilhena espera encontrar novos talentos musicais para as apresentações da “Quinta Cultural”. “Sempre forma um pessoal e vai chegando outro. Mas as despedidas são difíceis. A gente acaba sempre pegando um carinho muito grande pelos alunos. Esses caras eu vou levar para o resto da minha vida. Não só eles, como outros alunos que passaram pelo SAAC. A gente acaba criando um vínculo.”

Segundo Leonardo, qualquer estudante pode participar das atividades do SAAC.“Vamos às salas fazendo a divulgação, explicando o funcionamento do SAAC. Cada ano tem um funcionamento diferente. Este ano a gente está deixando a critério dos alunos. Se os alunos têm disponibilidade, dentro o horário de atendimento do SAAC, a gente consegue agendar as aulas.”

Saudade
As últimas apresentações da banda deixaram sentimento de saudade. A “IF I Go” chegou a ser homenageada nos agradecimentos do Trabalho de Conclusão de Curso. “A banda fez parte da minha vida acadêmica tanto é que no meu TCC eu fiz questão de colocar meus agradecimentos para a banda. Porque nos momentos que a gente tava com cabeça cheia de coisas da faculdade, a banda era o momento de descontração. O momento que a gente esquece de qualquer coisa de fora para se divertir”, ressalta André.

Natan destaca o crescimento musical. “A importância dessa banda foi grande para o nosso aprimoramento musical, a gente já tinha construído uma base quando éramos mais jovens. Isso realmente vai fazer muita falta, porque quando nos iniciamos e até hoje, o repertório musical aumentou. A gente está utilizando música para passar uma mensagem e isso é muito importante e é o que mais faz falta desde o nosso ensino básico, a importância que música merece. Se você for ver em outros países, como no EUA, a música é matéria básica.”

Ascom Campus Muzambinho

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