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Adubação verde na cultura do cafeeiro.

Redação30 de agosto de 20186min0
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É uma Técnica eficiente, muito falada, muito comentada, mais ainda pouco praticada pelos nossos Agricultores.

O conhecimento da adubação verde no Brasil se confunde com a cafeicultura. Inicialmente, a geração de pesquisas e estudos foram feitos entre 1920 e 1950, por institutos ou departamentos ligados à cafeicultura.

No início, o adubo verde mais usado foi o Lalab, mas como era hospedeiro de nematoides de galhas, foi banido das ruas do cafeeiro, substituído pelo Feijão-de-porco e, mais recentemente, por leguminosas que não tenham associação com o gênero Meloidogyne.

Os benefícios da adubação verde são inquestionáveis e comprovados pela pesquisa e prática, mas há uma lacuna na escolha do adubo verde ideal e de seu manejo. Esse produto pode ocupar a área antes da instalação da cultura do cafeeiro, no caso de áreas de reforma ou implantação, proporcionando uma rotação para quebrar o ciclo de pragas e doenças e melhorar as características físicas, químicas e biológicas do solo.

Nesse caso, a preferência é pela Crotalária-juncea, grande produtora de biomassa e nitrogênio, no plantio solteiro realizado no início das chuvas (de outubro a novembro) e o manejo/eliminação antes do plantio das mudas entre Fevereiro e Abril.

As mudas recém-plantadas necessitam de proteção contra o vento e de intensa radiação solar. Nesse caso, pode-se utilizar espécies de maior porte, como (Feijão) Guandu-forrageiro e Crotalária-juncea em todas as ruas ou intercaladas. À medida que as mudas se desenvolvem e se adaptam ao novo ambiente, os adubos verdes serão, aos poucos, eliminados para não prejudicar o seu crescimento.

No cafeeiro em formação ou em produção, a escolha dos adubos verdes recai sobre as espécies de menor porte, não trepadoras, que não sejam hospedeiras de nematoides de galha e permitam, inclusive, o tráfego de máquinas e equipamentos para os tratos culturais necessários e acolheita.

Os adubos verdes de verão mais utilizados são a Mucuna-anã, a Crotalária-breviflorae o Feijão-de-porco.

Rotação
Recomenda-se que os adubos verdes sejam “rotacionados” anualmente. São semeados no início das chuvas (entre os meses de Outubro e Novembro) e roçados/manejados entre Fevereiro e Março; caso contrário, podem competir com a cultura em água e nutrientes. Alguns cafeicultores adiantam esse manejo para os meses de Janeiro e Fevereiro, com o intuito de que a biomassa se decomponha e esteja disponível para esse período de maior demanda nutricional do cafeeiro.

Em regiões mais frias e sem déficit hídrico pronunciado, pode-se semear adubos verdes de inverno como o Nabo-forrageiro, a Aveia-preta e oTremoço-branco. É possível semear os produtos perenes em regiões sem deficit hídrico. Os mais recomendados são os que não desenvolvem cipós como, por exemplo, o amendoim-rasteiro, o Estilosante e o Desmódio, que promovem uma boa cobertura e evitam o plantio anual.

Agricultura orgânica (café orgânico)
A agricultura orgânica utiliza o coquetel/composto/mix de adubos verdes com prioridade para os de menor porte e não trepadores. Nesse caso, associamos as três espécies de verão já citadas anteriormente.

Na semeadura do adubo verde, a lanço ou em linha, recomenda-se deixar 0,5 m a 1 m entre a projeção da “saia” e a leguminosa. O manejo do adubo verde pode ser realizado com roçadoras ou trinchas, deixando o resíduo vegetal no local, ou é lançado para ser depositado na linha de plantio enquanto a “saia” do cafeeiro permitir tal ação.

Resultados:
Os resultados esperados e comprovados pela prática da adubação verde são:
• Aumento da receita, devido ao ganho de produtividade e a melhoria da qualidade do produto;
• Redução do custo de produção, com a economia no consumo de adubo nitrogenado e no controle de ervas daninhas e nematoides;
• Preservação do solo, pelo combate à erosão e pela melhoria dos atributos físicos, químicos e biológicos do solo.

Enfim, a Adubação Verde é tudo de bom para a agricultura em geral, falta aos nossos agricultores conhecê-la melhor e começar a pratica-la.

por Ivaldir Donizetti das Chagas
Prof. História e Química
Tecnólogo em Cafeicultura- CREA-MG 160847B
Bacharel em Teologia
Pós Graduado em Ed. Ambiental
MBA em Ad Bancária e Gestão Financeira.
35-991215966 (TIM) ZAP
35-999020932 OI
35-35713800 Fixo

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