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Produtores denunciam empresa pelo sumiço de cerca de 25 mil sacas de café em Três Pontas, MG

Redação8 de fevereiro de 201925min0
CafeConfianca
Prejuízo estimado é de R$ 5 a 10 milhões; empresário diz estar internado e que vai se pronunciar após se recuperar.

Cafeicultores denunciam sumiço de café em armazém de Três Pontas

Cafeicultores de Três Pontas acionaram a polícia após um suposto golpe em um armazém de Três Pontas (MG). Segundo eles, a empresa responsável pelo depósito sumiu com cerca de 25 mil sacas que estavam no local. Os proprietários ainda não explicaram o que aconteceu.

Desde o início da semana, os produtores procuram a administração do armazém, que funciona há cinco anos, mas o prédio está fechado. Vizinhos contaram que há uma semana ninguém aparece no local.

Os produtores estão preocupados, já que encontraram o armazém praticamente vazio. Uma delas, Jaqueline Maria de Figueiredo, conta que das 4 mil sacas que tinha local, ficaram apenas 150.

“Esse café todo que a gente colocou é dessa safra, é da safra que terminou entre agosto e setembro. Então ele sumiu com o nosso café nesse período”, diz.

Para assistir vídeo da matéria do G1 Sul de Minas na íntegra, click aqui

Segundo produtora, apenas 150 de suas 4 mil sacas ficaram no armazém — Foto: Reprodução/EPTVSegundo produtora, apenas 150 de suas 4 mil sacas ficaram no armazém — Foto: Reprodução/EPTV

Segundo produtora, apenas 150 de suas 4 mil sacas ficaram no armazém — Foto: Reprodução/EPTV

Além dela, a irmã e o pai também armazenavam café no galpão, um prejuízo que eles não sabem como vão administrar.

“A gente vai ter muita dificuldade de tocar a propriedade, porque a fazenda precisa de cuidados e, para isso, precisa de dinheiro. E nós não temos mais. Tudo que a gente tinha estava lá, toda a nossa produção estava depositada lá”, afirma Jaqueline.

A família negociava com Luciano Vítor de Faria, que aparece como sócio administrador da empresa. A advogada Cíntia Carneiro Batista, que representa alguns clientes do armazém, diz que ele não tinha autorização para negociar o café sem o conhecimento dos produtores.

“O café foi confiado a ele em um contrato de armazenagem. Então nessa condição ele só tinha que ficar prestando contrato de depósito. Ele era um fiel depositário daquele café. Então ele não podia vender, negociar, deslocar, transportar, fazer nada com aquele café sem autorização dos reais proprietários.

“Ele alega, chamou alguns dos prejudicados lá, e só alega que ele errou e fez negócio mal feito. Uma movimentação de café em um volume tão alto e em dinheiro, onde está? É mais de R$ 10 milhões”, diz a advogada.

Produtores denunciam empresa pelo sumiço de cerca de 25 mil sacas de café em Três Pontas — Foto: Reprodução/EPTVProdutores denunciam empresa pelo sumiço de cerca de 25 mil sacas de café em Três Pontas — Foto: Reprodução/EPTV

Produtores denunciam empresa pelo sumiço de cerca de 25 mil sacas de café em Três Pontas — Foto: Reprodução/EPTV

O que diz o empresário

Na casa de Faria, uma funcionária atendeu o interfone e disse que ele está no hospital. “O Luciano está internado”, afirmou sem se identificar. “Ele não está muito bem não, mas está recuperando”.

Em contato com a EPTV Sul de Minas, afiliada da Rede Globo, a esposa do empresário, Lidiane Faria, afirmou que ele está internado desde quarta-feira devido à uma depressão e que assim que melhorar vai esclarecer o que aconteceu.

Investigações

De acordo com o delegado regional da Polícia Civil, em Varginha, Wellington Clair, o número de denunciantes aumentou nos últimos dias.

“Esse número está aumentando a cada momento, então não posso precisar [quantos são]. Horas atrás, nós tínhamos um número. Temos outros números hoje, neste momento, de pessoas que estão sendo ouvidas”, explicou.

De acordo com o delegado, as investigações agora buscam identificar as vítimas e para onde o café pode ter sido movido, afim de diminuir o prejuízo.

“[O empresário] não foi ouvido porque até o momento ele está hospitalizado, razão pela qual não foi possível fazer a sua oitiva ainda. E, de alguma forma, o mais importante é ouvir as vítimas para identificar esse lastro de relacionamento comercial que existia entre ele e as vítimas”, disse o delegado.

Segundo o delegado, o prejuízo estimado de forma preliminar gira em torno de R$ 5 a 10 milhões.

Fonte: G1 Sul de MInas – EPTV

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