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Emater-MG e Anater somam forças para implantação de projetos produtivos no estado

Redação10 de janeiro de 20205min0
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Iniciativa beneficia cem municípios para fomentar a geração de renda e a produção sustentável

Viabilizar projetos produtivos em quatro regiões de Minas Gerais e compartilhar conhecimentos agropecuários são os objetivos de uma parceria entre a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG). A iniciativa está beneficiando cem municípios, que pertencem às regiões Norte, Nordeste, Leste e Central.

Em cada uma dessas cidades é implementada uma Unidade de Referência (UR). A expectativa é que o espaço seja utilizado por, pelo menos, 20 produtores. Neles são desenvolvidos projetos produtivos elaborados pela Emater-MG, de acordo com as possibilidades e objetivos dos agricultores. As atividades são diversas e buscam gerar renda e fomentar uma produção sustentável.

“A ideia é tornar possível a socialização e a apropriação de resultados de práticas tecnológicas e de processos, considerando os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais desses locais”, explica o coordenador estadual em Metodologia de Extensão Rural da Emater-MG, Ademar Pires.

O convênio entre as duas instituições está sendo viabilizado por meio de recursos provenientes da Anater (R$ 6,1 milhões) e da Emater-MG (R$ 1,1 milhão). Pelo acordo, a Emater-MG, vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e os Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS) são responsáveis por selecionar e cadastrar os agricultores.

Os técnicos prestam assistência coletiva e individual, realizam o diagnóstico das propriedades, além de coordenarem a implantação das unidades, que ocorrem em uma área cedida pelo produtor em sua propriedade.

Cordisburgo

Em 2018, foi implantada em Cordisburgo, região Central de Minas Gerais, uma Unidade de Referência em sistema agroflorestal. Na área são cultivadas diversas hortaliças, árvores frutíferas (banana, limão, maracujá) e eucalipto. “As folhas de eucalipto são trituradas e para fazer matéria orgânica”, diz o técnico da Emater-MG, Glauco Francisco Ferreira.

O extensionista também explica como é feito o plantio consorciado entre árvores e hortaliças. “A ideia é intercalar canteiros de floresta e hortaliças. A cada três de hortaliças, planta-se um de árvore. Nesta unidade, são 70 canteiros de hortaliças”, afirma. O espaço também tem sido utilizado para visitas técnicas de outros produtores que querem saber mais sobre o sistema agroflorestal. “Para o produtor significa melhores condições de trabalho, por causa das sombras das árvores. Há também a redução do consumo de água, melhoria da qualidade do solo e das hortaliças”, diz.

A Unidade de Referência foi implantada na propriedade do produtor e biólogo, Caio Henrique Pessoa Gaspar. Já na época de estudante, ele pretendia produzir alimentos no sistema agroflorestal. “Eu buscava uma atividade sustentável, que não agredisse o meio ambiente”, conta.

Antes de implantar o sistema em sua propriedade, Caio fez cursos de capacitação e recebeu orientações dos técnicos da Emater-MG. “Esse sistema melhora a qualidade do solo e dos alimentos. A gente percebe também a diminuição da incidência de pragas e doenças”, afirma o horticultor, que vende seus produtos para a rede municipal de Educação em Cordisburgo, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), além de fazer comércio em Pedro Leopoldo.

Fonte: Governo de Minas

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