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Cervejas contaminadas foram produzidas desde janeiro de 2019

Redação5 de agosto de 20204min0
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MAPA informa que falhas na produção não seriam casos isolados

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento divulgou nessa terça-feira o relatório definitivo sobre os casos de intoxicação provocada pela ingestão de bebidas da Cervejaria Backer, que se tornaram públicos em janeiro deste ano. Segundo o documento do órgão ligado do Governo Federal, a empresa apresentava falha na produção dos produtos desde janeiro de 2019.

Segundo o ministério, o fato afasta “a possibilidade deste ser um evento isolado no histórico de produção da cervejaria”. Desde janeiro deste ano, dez pessoas morreram depois de beber lotes contaminados por monoetilenoglicol (MEG) ou dietilenoglicol (DEG) da cerveja Belorizontina, produzida pela Backer.

“O relatório ressalta que as substâncias MEG e DEG não são produzidas pela levedura cervejeira em condições normais de produção da bebida. Tampouco foram identificadas contaminações desta natureza em análises realizadas em cervejas nacionais e importadas. Conforme revisão da literatura científica, tal contaminação é inédita em alimentos no Brasil”, completa o ministério.

O relatório do Ministério da Agricultura também diz que a cervejaria apresenta “diversas falhas e lacunas” na gestão, com relatórios incompletos e controles ineficientes. Por fim, o órgão ratifica: “A Cervejaria Backer segue interditada até que seja possível afirmar que não há riscos para a produção de cervejas no local”.

Também nessa terça, Polícia Civil e Ministério Público de Minas Gerais cumpriram novos mandados de busca e apreensão na sede da cervejaria, no Bairro Olhos D’água, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte. Houve o confisco de mais de mil fichas de produção das cervejas, que indicaram que a empresa tinha ciência das falhas no processo.

Inquérito

Na conclusão do primeiro inquérito policial, em junho, a Polícia Civil confirmou 29 vítimas e mais 30 casos ainda em análise. O caso segue com o Ministério Público de Minas Gerais.

Na ocasião, Ângela Minghini Cotta, filha de Marco Aurélio Gonçalves Cotta, de 65 anos, última vítima constatada, disse ao Estado de Minas que esperava que o pai tivesse qualidade de vida em seus últimos dias.

“A investigação confirmou que existia um erro, independentemente se foi causado intencionalmente ou não, o erro aconteceu e a empresa tem que se responsabilizar por aquilo, afinal de contas ela é responsável pelo produto que coloca no mercado. O mínimo que espero deles é que o tempo que meu pai ainda estiver vivo, ele tenha qualidade de vida para estar bem”, disse.

Quebra de sigilo

O Tribunal de Justiça determinou a quebra de sigilo bancário das empresas que compõem o grupo econômico da Backer em 9 de julho.

O processo investiga os danos sofridos pelas vítimas de contaminação por monoetilenoglicol e dietilenoglicol após consumo das cervejas produzidas pela Backer. A ideia é apurar possíveis manobras para ocultar o patrimônio da cervejaria, cujos donos alegam falta de recursos para arcar com o tratamento médico dos intoxicados.

Fonte: EM

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