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Yakecan: Entenda o ciclone que passa pelo Sul do Brasil e provoca danos

Redação18 de maio de 20225min0
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Há registro de neve, queda de energia e árvores, casas destelhadas, pessoas com dificuldades de deslocamento, e rajadas de vento a mais de 150 km/h

A formação de um ciclone subtropical na costa do Rio Grande do Sul, iniciada na noite da última segunda-feira (16), se intensificou e passou a ser classificada como Tempestade Subtropical, nessa terça-feira (17). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno pode provocar rajadas de vento que superaram os 100 km/h. 

Algumas cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina já começaram a sentir os impactos provocados pelo ciclone. Nesta quarta-feira (18), em alguns municípios, há registro de neve, queda de energia e árvores, casas destelhadas, pessoas com dificuldades de deslocamento, e rajadas de vento a mais de 150 km/h. 

O ciclone já começa a avançar para outras regiões do país. Ele estaria se deslocando para o Sudeste, mas não com a mesma intensidade.

Yakecan

A expressão “Yakecan” significa “o som do céu” em tupi-guarani. A nomenclatura foi definida pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM). O nome foi escolhido com base em uma lista prévia, que listou quinze denominações que podem ser usadas em eventos desse tipo, todas derivadas do tupi-guarani.

Climatempo explica algumas questões relacionadas aos ciclones:

O que é um ciclone:

Ciclones são sistemas de baixa pressão atmosférica na qual os ventos se movimentam no sentido horário, no Hemisfério Sul, fazendo com que haja convergência dos ventos a partir de seu centro (área de menor pressão). Quando o ciclone está em superfície, o seu centro é uma área onde normalmente o ar quente e úmido sobe, favorecendo a formação de nuvens. No Hemisfério Norte, os ventos se movimentam no sentindo contrário, anti-horário.

Quais as diferenças entre tropical, subtropical e extratropical?

A principal diferença prática, para previsão do tempo, entre estes dois tipos, é que o ciclone extratropical possui regiões de frente fria e frente quente, causando padrões de tempo distintos nessas duas regiões. Os ciclones subtropical e tropical não têm frente fria associada.

Onde os ciclones se formam?

Cada tipo de ciclone tem uma região preferencial de formação no globo. Os tropicais, em geral se formam na faixa de latitude entre 20° ao sul (20°S) e 20° de latitude norte (20°N). Entre 20° e 30°, nos dois hemisférios, podemos ter a formação dos ciclones tropicais, subtropicais e também extratropicais. Nas latitudes maiores do que 30°S e 30°N temos apenas os ciclones extratropicais. No Hemisfério Sul, a Antártica é “mãe”, isto é, a região de formação de quase todas as frentes frias e dos ciclones extratropicais associados a cada uma delas.

Por que os ciclones tropicais e subtropicais são raros no Brasil?

Ciclones subtropicais e tropicais precisam de três ingredientes básicos para a sua formação: alta temperatura da superfície do mar, muita umidade próximo da superfície, e um ciclone frio ocorrendo também nos médios níveis da atmosfera (em cerca de 5 km de altura). Não é sempre que a temperatura da superfície do mar está suficientemente alta, não é sempre que existe umidade suficiente na região e não é sempre que um ciclone frio ocorre a 5 km de altura. Então, a ocorrência desses 3 fatores, ao mesmo tempo, e em posições favoráveis, não é muito comum. Por isso estes sistemas são raros.

Já os ciclones extratropicais, por outro lado, são bem comuns porque seus ingredientes fundamentais (variação de temperatura na horizontal perto da superfície e frentes frias ocorrem constantemente na atmosfera.

Fonte: O Tempo

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