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Maioria dos eleitores mineiros não sabe em quem votar para deputado estadual

Redação29 de julho de 20225min0
DemonstraÁ¿o do uso da urna eletrÙnica para as eleiÁ¿es de 2006.
Pesquisa DATATEMPO aponta que 73,1% estão indecisos sobre voto para cargo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)

Assim como na eleição para deputado federal, a maioria dos mineiros ainda não definiu em quem votar para deputado estadual nas próximas eleições. De acordo com a última pesquisa DATATEMPO, 73,1% dos entrevistados não responderam ou não souberam dizer quais candidatos vão escolher para uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

A pesquisa mediu a intenção de votos espontânea para deputado estadual. Ou seja, não foi apresentada uma lista com os candidatos ao cargo. Os eleitores tiveram que usar a própria memória para responder à questão. Devido a essa característica, a pesquisa espontânea é útil para medir a consolidação dos votos.

Os candidatos mais citados foram Beatriz Cerqueira (PT) e Fábio Avelar (Avante), com 0,5%. Ambos já têm mandato como deputado estadual e concorrerão à reeleição. Professora por formação, Beatriz tem como principal bandeira ações na área da educação — ela é presidente da comissão sobre o tema na ALMG. Já Avelar tem como bases eleitorais o município de Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas, onde já foi vice-prefeito, e a cidade de Bom Despacho, na região Central Mineira.

Os dois são seguidos pelo também deputado estadual Raul Belém (Cidadania), lembrado por 0,4% dos entrevistados. Até fevereiro, ele era o líder do bloco que atuava como base do governo de Romeu Zema (Novo) na ALMG. A principal base eleitoral dele é no Triângulo Mineiro, onde já foi prefeito de Araguari.

Outros nove nomes tiveram 0,2% das menções cada: Antônio Divino (PP), Cleitinho Azevedo (PSC), João Magalhães (MDB), Lucas Lasmar (Rede), Mário Henrique Caixa (PV), Tadeuzinho (MDB), Noraldino Júnior (PSC), Roberto Andrade (Patriota) e Sargento Rodrigues (PL).

Os demais candidatos citados registraram 0,1% ou menos das respostas. Somados, eles representam 10,6% das menções. Por fim, 13,1% dos eleitores disseram que votarão em branco, nulo ou em ninguém.

Segundo a analista DATATEMPO, Bruna Assis, a pesquisa espontânea mostra que a eleição para a ALMG está em aberto. “Considerando a margem de erro da pesquisa de 2,19 pontos percentuais, todos os nomes citados na pesquisa para deputado estadual estão tecnicamente empatados”, explica ela.

“Além disso, os percentuais de menções dos primeiros colocados são muito pequenos, não ultrapassando 1% de menções. Esses percentuais são pouco significativos dentro do contexto do Estado, sendo que a afirmação mais correta é a de que a disputa está indefinida”, acrescentou.

Ao contrário das eleições para presidente, governador e senador, onde cada partido pode apresentar apenas um candidato, nas eleições para a Assembleia Legislativa cada legenda pode apresentar até 78 candidaturas.

A indefinição dos eleitores sobre o voto para deputado estadual (73,1%) é similar a de deputado federal (70,8%) e a de senador (79,8%). O índice daqueles que não responderam ou que não sabem dizer em quem votarão cai para os cargos de governador (53,1%) e presidente (22,3%).

Bruna Assis explica que a diferença ocorre pois o eleitorado tem pouca compreensão do que faz uma pessoa eleita para o Legislativo — como deputado federal, estadual e senador — em comparação ao Executivo, que são os governos estaduais e a Presidência da República.

Assim, os eleitores se mobilizam menos para as eleições legislativas. Como consequência, há uma maior indefinição do voto, principalmente neste momento em que a campanha ainda não começou oficialmente.

“Por menor que seja o interesse do eleitor por política há uma compreensão, ainda que básica, do papel dos chefes do Executivo. Isso porque são eles os responsáveis por executar as leis e administrar os interesses públicos em uma realidade mais próxima e mais perceptível para a população. Os cargos legislativos, por outro lado, são pouco compreendidos e as ações dessas funções são menos percebidas no público geral, ainda que sejam as responsáveis por viabilizar as ações do Executivo”, afirma a especialista.

Fonte: O Tempo

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