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Onda de calor pode aumentar o preço da conta de luz? Entenda

Redação17 de novembro de 20236min0
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Altas temperaturas fizeram o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionar as usinas térmicas para tentar suprir a demanda em momentos de pico de energia elétrica

Os reflexos da onda de calor, que afeta boa parte do Brasil, já começam a ser percebidos. Um exemplo disso é que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou as usinas térmicas para tentar suprir a demanda em momentos de pico de energia elétrica. Normalmente esse recurso é utilizado quando os reservatórios das hidrelétricas estão em níveis baixos, o que de acordo com especialistas, não é a realidade atual.

Um dos impactos mais temidos pelos brasileiros é a possibilidade do acionamento das térmicas acabar pressionando as tarifas da conta de luz. É que, em algumas situações, os custos de se utilizar essas fontes de energia mais caras – a carvão, diesel e gás – podem ser repassados ao consumidor final. Mas para isso alguns aspectos precisam ser considerados.

Para o consultor na área de energia elétrica, Fernando Umbria, primeiramente é preciso diferenciar o problema atual de aumento de demanda – principalmente em razão do uso de ar condicionado – com o de crise hídrica, em que as térmicas são acionadas para garantir o abastecimento de energia, uma vez que os níveis dos reservatórios ficam em baixa.

“O que acontece neste momento é que em determinados momentos do dia, normalmente entre 14h e 15h, há um pico de consumo por causa do calor. Então, não há equipamentos suficientes para atender a demanda imediata. Mas não está faltando combustível gerador. É só uma questão de falta de potência mesmo. Porém, logo em seguida, a situação tende a se restabelecer,” explica o consultor.

Umbria ressalta que o reflexo sobre o custo para o consumidor final não deve ser tão acentuado, porque as usinas térmicas serão acionadas apenas durante o pico de demanda. “Assim que passar o período, elas serão desligadas. Além disso, a maior parte de energia estará sendo disponibilizada por outras fontes com baixo custo operativo. Então, a gente pode dizer que, em caso de repasse ao consumidor, isso não será se forma relevante.”

De acordo com o membro do conselho administrativo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) e CEO da América Energia, Andrew Storfer, outro ponto a favor do brasileiro que teme a alta da conta de luz é o volume de chuva dos dois últimos anos. “A carga não subiu, o que manteve a reserva de água. Isso faz muita diferença para que o custo se mantenha mais baixo.”

Storfer acredita que para o consumidor residencial – do chamado mercado cativo – o repasse do consumo dependerá de quanto tempo durará a onda de calor. “Se atravessar o verão, o impacto tende a ser maior. Mas esse eventual aumento nem sempre vem de imediato. Ele geralmente é analisado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Caso haja esse reflexo mais para frente, aí entra a possibilidade de alteração da bandeira tarifária,” destaca Andrew.

Nível dos reservatórios

O fenômeno climático El Niño tem provocado escassez de chuva no Norte e Nordeste, o que naturalmente impacta nos reservatórios de água dessas regiões. Mas, segundo o consultor Fernando Umbria, esses locais não possuem grande representatividade no contexto do setor elétrico. “A grande ‘caixa d’água’, que tem peso significativo na geração de energia, é a região Sudeste, onde – neste momento – os reservatórios estão em níveis satisfatórios, operando em cerca de 65%.”

Mesmo com as expectativas para um verão intenso, com altas temperaturas, o cenário não é preocupante, conforme o consultor. “Estamos no fim do período seco – que vai entre maio e novembro – e entrando no úmido, em que normalmente chove mais. Devemos passar então essa temporada com disponibilidade de água para geração de energia. Acredito que não há motivos para se preocupar em relação a isso.”

Recorde de consumo

Desde 8 de novembro, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) já havia sinalizado na reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), a necessidade de geração térmica adicional para atendimento da demanda em momentos de pico em novembro e dezembro de 2023. O que realmente ocorreu, pois nos primeiros dias deste mês, a alta no consumo chegou a 16,8%.

Só nesta semana, a demanda por energia bateu recordes em dois dias consecutivos. Na segunda (13) e na terça-feira (14), a carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) ultrapassou a faixa de 100 mil MW (megawatts), de acordo com o ONS. Na quarta (15), o consumo diminuiu em razão do feriado de Proclamação da República.

Fonte: O Tempo

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