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Após 8 anos, SUS volta a fornecer remédio infantil para tratar doença de Chagas

Redação21 de dezembro de 20233min0
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Até então, o medicamento só estava disponível no SUS na dosagem de 100 mg para tratamento da fase inicial em adultos; a dosagem infantil é 12,5 mg

O único medicamento pediátrico para o tratamento da doença de Chagas no Brasil voltou a ser fornecido para a rede pública. Após oito anos, o fármaco antiparasitário benznidazol 12,5 mg volta a ser ofertado para crianças infectadas pela doença. Anteriormente, o remédio só estava disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) na dosagem de 100 mg para tratamento da fase inicial em adultos. Com a retomada, de acordo com o Ministério da Saúde, foram adquiridas 12 mil unidades com a dosagem infantil para atender a demanda dos estados.

Estima-se que haja no Brasil, atualmente, pelo menos 1 milhão de pessoas infectadas pelo protozoário Trypanosoma cruzi. De acordo com o último boletim epidemiológico da doença, a notificação de novos casos de Chagas é mais frequente na Região Norte e na Bahia.

A doença

A doença de Chagas é transmitida pelo inseto barbeiro e tem como agente causador o Trypanosoma cruzi. Os barbeiros normalmente abrigam-se em locais muito próximos à fonte de alimento e podem ser encontrados na mata, escondidos em ninhos de pássaros, toca de animais, casca de tronco de árvore, montes de lenha e debaixo de pedras. O vetor também pode se alojar nas casas, em buracos das paredes, nas camas, colchões e baús, além de serem encontrados em galinheiro, chiqueiro, paiol, curral e depósitos.

A transmissão da doença se dá pelas fezes que o inseto deposita sobre a pele da pessoa, enquanto suga o sangue. Geralmente, a picada provoca coceira e o ato de coçar facilita a penetração do tripanossomo pelo local da picada. Pode ocorrer também por meio da ingestão de alimentos contaminados e na forma vertical, quando a transmissão ocorre da gestante para o bebê durante a gravidez ou o parto.

Os sintomas são distintos de acordo com o grau, que pode ser agudo ou crônico. A fase aguda pode ser sintomática ou não, e a fase crônica, pode se manifestar nas formas indeterminada (assintomática), cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva.

Na fase aguda, o paciente pode apresentar febre, mal-estar, falta de apetite, edemas (inchaços) na pálpebra ou em outras partes do corpo, aumento do baço e do fígado e distúrbios cardíacos. Em crianças, o quadro pode se agravar e levar à morte.

Fonte: O Tempo

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