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61% dos brasileiros pensam em mudar de casa devido à crise climática

Redação19 de janeiro de 20245min0
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Pesquisa da Ipsos mostra que alterações climáticas já afetam rigorosamente o país

O Brasil está entre os países onde a população mais se sente insegura com relação às mudanças climáticas. De acordo com a pesquisa “Global Views On Climate Change”, realizada pela Ipsos, 61% dos brasileiros acreditam que terão que deixar suas casas nos próximos 25 anos por conta das alterações no clima. O país ocupa o segundo lugar no ranking geral, atrás apenas da Turquia (68%) e à frente da Índia (57%).

Ainda conforme o levantamento, 79% dos participantes da pesquisa afirmam que as alterações já afetam rigorosamente o país. O Brasil perde apenas para o México nesse quesito de percepção, que soma 81%. E faz sentido! Nos últimos meses, por causa do El Niño, o Brasil enfrentou – e ainda enfrenta – diversas mudanças climáticas, com tempestades e secas, que afetaram desde a população em geral até as indústrias, principalmente do agronegócio.

Para se ter uma ideia, o estado do Amazonas passou pelo maior período de estiagem da história, entre outubro e novembro de 2023. O rio Negro chegou a atingir 12,7 metros – o menor nível em mais de 100 anos. Essa seca histórica impactou a indústria e implicou R$ 1,4 bilhão de custos extras às empresas, que diminuíram a produção diante da falta de insumos e da dificuldade para escoar os produtos finais.

Em Minas Gerais, uma forte seca no segundo semestre de 2023 levou 170 municípios a decretar situação de emergência. Segundo um levantamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), feito em 241 municípios das regiões mais afetadas (Norte e no Noroeste de Minas), a estiagem causou perdas para 326 mil agricultores entre julho e dezembro, período do plantio da safra de grãos.

A seca foi causada justamente pelo fenômeno climático El Niño, que também provocou fortes ondas de calor e levou o ano de 2023 a ser o mais quente da história.

Pessoas desabrigadas e desalojadas

Além dos problemas das secas, chuvas torrenciais destruíram cidades e levaram milhares de pessoas a deixar duas casas entre 2023 e 2024. Nessa quarta-feira (17), a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro informou que há ao menos 47.977 pessoas afetadas pelas chuvas que afetaram o estado no último fim de semana.

Pelo menos 331 estão desabrigadas (sem lugar para morar após tempestade destruir casa) e mais de 12 mil desalojadas (saída temporária do lar) nas cidades de Belford Roxo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, São João de Meriti, São Gonçalo, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu e Queimados, na Baixada Fluminense.

Nesta quinta (18), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo de tempestades para Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, até a manhã desta sexta-feira (19).

Aliás, o Rio Grande do Sul é um dos estados que há pouco tempo sofreu severamente com mudanças no clima. No início de setembro do ano passado, a passagem de um ciclone extratropical deixou dezenas de mortos, quase 100 cidades afetadas, ruas alagadas e diversas pessoas desabrigadas e desalojadas. No fim de dezembro, um novo ciclone passou pelo estado e provocou novos alagamentos e desastres.

Brasileiro não vê engajamento para combater desastres

Ainda segundo a pesquisa da Ipsos, 42% dos brasileiros afirmam que as empresas que atuam no país usam pautas ambientais sem realmente se comprometer com uma mudança e apenas 18% dizem ver ações concretas com base no que as empresas pregam.

Quando perguntados sobre o trabalho que o governo tem feito para enfrentar as mudanças climáticas, a opinião dos brasileiros está dividida: 47% da população acredita que o governo está trabalhando duro e 46% acredita que não está sendo feito o suficiente.

O estudo foi realizado pela Ipsos em 31 países, com 24.220 entrevistados, sendo aproximadamente mil entrevistados no Brasil, entre 22 de setembro e 6 de outubro de 2023. A margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais

Fonte: O Tempo

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