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A Liderança da Sustentabilidade e Sucessão Familiar Concretizada na Lavoura

Redação3 de março de 20247min0
SusanaPassosCafe
Suzana Santos Passos, Amor e Dedicação com Sustentabilidade

Por Valéria Vilela

 

Maturasso: A Marca da Sustentabilidade

“Aprendi com meu pai a cuidar do meio ambiente. Aprendi com exemplos; papai transformou o entorno da nascente da propriedade em um bosque de frutas e plantas nativas. É um local agradável, do qual ele se orgulha de mostrar a quem visita nossas lavouras. Cuidar da água é cuidar da vida. Plantar é minha vocação. Tenho uma intimidade com a terra.”

Assim começa nossa conversa com a cafeicultora Suzana Santos Passos, mãe e técnica de segurança do trabalho, dedicada a produzir cafés especiais em Muzambinho. “É um aprendizado diário. Todos os dias, acordo, agradeço e coloco a mão no arado, ou seja, começo a trabalhar com a certeza de que o resultado virá. Não há milagre maior do que ver os frutos de nossos esforços sendo servidos nas mesas. Café é alimento, e a produção deve ser cuidadosa.”

“Sou casada com um profissional que se dedicou a ensinar outros produtores técnicas de manejo. Se não colocar em prática esses conhecimentos em nossas lavouras, estarei desperdiçando conhecimento. Fizemos armadilhas com garrafas PET. Foi desafiador, mas funcionou. Essa estratégia, divulgada pela Emater, é barata, ecológica e correta do ponto de vista da sustentabilidade, mas exigiu o engajamento de toda a família.”

A marca Maturasso mostra isso, um processo que cresce, arrasta e valoriza nossos melhores grãos. “Eu acredito na força feminina que agrega. Com a Associação dos Cafeicultores do Sudoeste, tem sido assim. A cada passo, agregamos, unimos e melhoramos para todos os envolvidos. Não é fácil manter a documentação em dia, ser certificado, cuidar do ambiente, das pessoas envolvidas e ainda ser sustentável financeiramente. É um exercício diário de nosso trabalho.”

“Amo o café, amo o que faço. Em cada grão, há afeto, suor e amor. Quando percorro as lavouras, vejo esse amor que me foi ensinado. Minha mãe, meu pai, meus irmãos, assim como meus avós e tios, estão presentes nas lavouras, nos processos de secagem, nos terreiros. E o mais marcante é quando recebemos os parentes que moram fora. Nos encontramos na mesa para o café. É um ponto comum a todos, mesmo aqueles que não estão envolvidos na produção.”

“Servir uma xícara de café é algo que aproxima, aquece. E maternal, é feminino tomar um café. Por isso, quando queremos fechar um negócio, sempre convidamos para um cafezinho. Evoluímos muito como cafeicultores, mas é preciso ter no centro das ações os afetos e os cuidados, pois esse é o diferencial. As marcas próprias cresceram muito, surgindo como uma oportunidade de agregar valores. Mas além do profissionalismo, é nossa história que conquista o cliente”, afirma a cafeicultora.

“Quando a cafeicultura se refere a crescer junto, aponta para caminhos que as mulheres do café estão descobrindo. A cada ano, cresce a participação feminina em concursos, ações e feiras. É um avanço para o setor. Em Muzambinho, a realização da primeira Feira de Cafés Especiais foi um marco na divulgação da produção local. ‘Fomos para a avenida, colocamos os cafés para que nossa gente conheça o que produzimos, mostramos como as marcas próprias do município estão ligadas ao trabalho empreendedor das mulheres. Foi um momento histórico. É sobre essa força que estou me referindo’.”

“Dentro da Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas, existe as Flores do Café, onde promovemos encontros com as famílias cafeicultoras. O tema central é sempre do universo das mulheres. Precisamos deste espaço, onde nossas peculiaridades como mulheres precisam ser faladas, debatidas para nos fortalecermos. O problema que enfrento em minha propriedade é o mesmo que outras enfrentam, e quando dividimos nossas experiências, crescemos.”

“A certificação é um processo. Em nossa propriedade, já faz parte de nossa rotina. É preciso ter consciência de que o mercado consumidor mudou, está mais exigente, e precisamos ficar atentos para não perder um espaço comercial conquistado ao longo de muitos anos. Com a pandemia, as preocupações com a segurança alimentar se solidificaram no mundo. O café que produzimos no Brasil atende às exigências dos compradores externos, mas não adianta falar, é preciso comprovar que se cumpre. Pode parecer um pouco burocrático, cansativo, mas é necessário fazer. O mais difícil já realizamos, que são os cuidados nas lavouras. Então, provar que se produz café de forma sustentável é a parte mais leve, talvez um pouco cansativa, mas não tem como não fazer.”

Por fim, Suzana nos serve um drip coffee e ensina: “A dose diária de café de qualidade que você coloca na bolsa e leva para onde for.” O drip, conhecido como café de bolso, é um pequeno sachê com hastes flexíveis que se prendem nas laterais da xícara, criando um coador muito prático. “Em seguida, com água quente (aproximadamente de 100 a 120 mL), é possível coar na própria caneca o seu café, ali mesmo na mesa. Uma experiência que reúne aroma, calor, afetos e paladar… só coando e tomando seu cafezinho Maturasso pra saber”, finaliza Suzana.

Em nossa loja você adquipe os Cafés Maturasso, acesse no link abaixo:
https://loja.muzambinho.com/cafematurasso

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