• Muzambinho.com
  • loja.muzambinho.com
  • muzambinho.com.br
  • Muzambinho.com

Relatório do governo: Diferença salarial entre homens e mulheres é de quase 20%

Redação25 de março de 20246min0
carteira-trabalho-2022-09-29-at-12.10.53
A desigualdade aumenta no recorte de mulheres negras; os dados foram divulgados pelos ministérios do Trabalho e Emprego e das Mulheres

Apesar de esforços por políticas de igualdade, as mulheres ainda ganham 19,4% a menos do que os homens no Brasil. Há diferença no índice de acordo com o grupo ocupacional, ou seja, a classe profissional a que pertence. Em cargos de dirigentes e gerentes, por exemplo, a diferença de remuneração chega a 25,2% entre os gêneros.

Em Minas Gerais, o quadro é ainda mais desigual do que a média nacional e a diferença salarial entre homens e mulheres é de 21,6% (veja mais números sobre o Estado abaixo). Em cargos ocupacionais, a desigualdade é de 28,5%.

Há um equilíbrio entre o número de mulheres negras e mulheres não negras nas empresas do Estado, com registro de 313,8 mil e 307,3 mil, respectivamente. Mas mulheres negras recebem, em média, 25,1% a menos. Entre os homens negros e não negros, a diferença de remuneração média é menor: 21,7%.

Retornando ao cenário nacional, mulheres negras são as que têm a renda mais desigual, além de estarem em menor número no mercado de trabalho (são 2,9 milhões de vínculos, ou 16,9% do total no mercado). Em média, uma mulher negra tem salário de R$ 3.040,89, o que representa 66,7% da remuneração das mulheres não negras. Homens não-negros têm salário médio de R$ 5.718,40 (27,9% superior à média).

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (25) e integram o 1º Relatório Nacional de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, ministérios do Trabalho e Emprego e das Mulheres. Os dados são uma exigência da lei sobre igualdade salarial entre homens e mulheres, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em julho do ano passado. O balanço conta com informações de mais de 49,5 mil empresas que somam quase 17,7 milhões de funcionários.

O levantamento mostra que 51,6% das empresas possuem planos de cargos e salários ou planos de carreira, e que grande parte delas tem alguns critérios remuneratórios que são mais atingidos por homens do que por mulheres. É o caso de horas extras, disponibilidade para o trabalho, e metas de produção. O resultado é atribuído, em geral, à interrupção no tempo de trabalho das mulheres por conta de licença-maternidade e à dedicação com cuidados com filhos e pessoas dependentes.

Ainda de acordo com os dados, apenas 32,6% das empresas têm políticas de incentivo à contratação de mulheres. O valor é ainda menor quando grupos específicos de mulheres são considerados: negras (26,4%); mulheres com deficiência (23,3%); LBTQIAP+ (20,6%); mulheres chefes de família (22,4%); mulheres vítimas de violência (5,4%).

Outras 38,3% declararam que adotam políticas para promoção de mulheres a cargos de direção e gerência. Menos da metade tem flexibilização de regime de trabalho para apoio à parentalidade (39,7%), de licença maternidade/paternidade estendida (17,7%) e de auxílio-creche (21,4%).

Ranking por Estado

No ranking estadual, o Distrito Federal tem a menor desigualdade salarial entre homens e mulheres, de 8% e remuneração média de R$ 6.326,24. Sergipe e Piauí também tem índices pouco distantes de diferença salarial por gênero: 7,1% e 6,3%, respectivamente. Mas os dois Estados têm remuneração média menor: R$ 2.975,77 em Sergipe e R$ 2.845,85 no Piauí.

Em São Paulo, as mulheres recebem 19,1% a menos do que os homens, com remuneração média é de R$ 5.387. O resultado espelha a desigualdade média nacional, de acordo com o levantamento. Já no Amapá não há diferença no salário mediano contratual de mulheres e homens com carteira assinada, enquanto no Piauí o índice é de 4,1%.

Também está em São Paulo a maior população absoluta de mulheres com carteira assinada (2,6 milhões ou 14,7% do total de vínculos). Quando comparada a proporção habitacional, tem mais força no Acre (44,4%), Rio Grande do Sul (43,3%), Santa Catarina (42,7%) e Amapá (42,7%).

Minas Gerais

No recorte de Minas Gerais, o Estado está em 4º lugar no ranking de empresas que têm políticas de incentivo à contratação de mulheres (35,4%); em 5º lugar entre as que estimulam a contratação de mulheres negras (29,3%).

O cenário ainda mostra o Estado na 13ª posição entre as empresas que incentivam a contratação de mulheres vítimas de violência (5,3%). Nesse último critério, Minas está abaixo da média nacional, que é de 5,4%. Por último, Minas Gerais está em 18º lugar entre as que têm planos de cargos e salários ou de carreira (45,6%).

Poucas empresas adotam políticas como licença-maternidade ou paternidade estendida (14%) e auxílio-creche (12,6%). Os dados mostram ainda que somente 24,1% possuem políticas de incentivo à contratação de mulheres LGBTQIAP+; e 27,2% incentivam o ingresso de mulheres com deficiência.

Quase cinco mil empresas do Estado enviaram informações ao governo. Elas reúnem mais de 1,6 milhões de vínculos trabalhistas. Em Minas, a remuneração média é de R$ 3.904,04.

Fonte: O Tempo

  • Muzambinho.com
  • Muzambinho.com
  • Aki Tem Muzambinho

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *