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Dengue começa a desacelerar e Minas já tem redução em número de infectados

Redação2 de abril de 20246min0
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Elevação de casos, que chegou a 30% por semana entre o fim de fevereiro e o início de março, caiu para 8,5%. Com isso, menos pessoas têm procurado a rede de saúde

Minas Gerais começa a descer a curva epidemiológica da dengue. Após três semanas de redução na quantidade de infectados, os números do Painel de Monitoramento de Arboviroses da Secretaria de Estado de Saúde confirmam a previsão feita pela pasta em janeiro. Conforme dados de ontem, são 833.252 casos prováveis, aumento de 8,5% comparado à semana anterior, quando os registros chegaram a 767.733.

Entre 26 de fevereiro e 11 de março, os números da epidemia cresceram em torno de 30% por semana, comparados aos sete dias anteriores. Desde 18 de março, os dados demonstram o início da queda, com 22,2% de crescimento em uma semana. Em seguida, no dia 26, o registro caiu para exatos 22%.

Esse alívio na aceleração, conforme explicou o Secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, seria percebido a partir da primeira semana de abril. Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, ainda não é possível presumir o número final de casos dessa epidemia. Porém, a tendência é de queda nos registros neste mês, seguida de uma estabilidade a partir de maio. “Observamos queda, principalmente, do ponto de vista de assistência. Há menos pessoas procurando os centros de saúde. Óbvio que o número ainda é elevado, mas está começando a diminuir”, diz.

PICO DE CASOS PASSOU

Agora em início de queda, a dengue fez um percurso acelerado, sobretudo no fim de fevereiro e início de março. O pico da doença foi registrado entre 18 e 24 de fevereiro, logo após as comemorações de carnaval. Na semana, o estado teve 113.768 pessoas iniciando os sintomas da infecção. Já entre 25 de fevereiro e 2 de março, o registro foi de 107.447 infectados.

Embora haja coincidência da época, Prosdocimi lembra que o cenário climático estava favorável para a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue e outras arboviroses. “Mesmo se não tivesse o carnaval, teríamos essa situação. Até mesmo porque as pessoas trabalham, saem de casa, além das próprias residências serem focos de dengue. O clima favoreceu, em fevereiro tiveram dias de muito calor e muita chuva, situação ideal para o mosquito”, afirma.

DEMORA NA CONFIRMAÇÃO DE MORTES

Até ontem Minas Gerais confirmou 321.587 dos mais de 800 mil casos prováveis de dengue. Há 152 óbitos e outros 541 estão em investigação. A quantidade de mortes que estão aguardando análise é quase quatro vezes maior, situação que dificulta a leitura do real cenário de mortalidade no estado.

Em março, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, admitiu demora na confirmação de óbitos e explicou que a diferença de informações se dá pelo tempo de atualização das investigações dos casos suspeitos, tendo em vista que alguns óbitos, inicialmente taxados como decorrentes da dengue, são posteriormente desconsiderados após análises laboratoriais.

“Toda pessoa que morre cujo atestado indica dengue, chikungunya ou oropouche, há uma investigação desses casos para analisar se os dados laboratoriais são consistentes. Muitas vezes as pessoas têm sintomas compatíveis com a doença, mas não têm nenhum exame laboratorial”, diz. “Alguns desses exames são feitos depois que a pessoa morre, então há esse tempo para que essa investigação seja fechada”, disse em coletiva de imprensa.

Em relação à febre chikungunya, foram registrados 72.084 casos prováveis em Minas, dos quais 47.312 estão confirmados. Até o momento, 28 pessoas morreram e há 28 óbitos em investigação.

NÚMEROS

MINAS GERAIS

833.252 casos prováveis

152 mortes confirmadas

541 óbitos em investigação

O INÍCIO DA QUEDA

1º de abril – 8,5% de aumento em Minas

26 de março – 22% de aumento

18 de março – 22,2% de aumento

26 de fevereiro e 11 de março – 30% de aumento

Fonte: Estado de Minas

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