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Mudar de ideia pode ser difícil, mas é indispensável para o crescimento pessoal

Redação3 de abril de 20245min0
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Cérebro humano tende a permanecer no que é familiar e seguro, mas há estratégias para “driblar a mente”

“Modinha para Gabriela” ou “Metamorfose Ambulante”? A primeira música, escrita por Dorival Caymmi, fala de uma pessoa com a ideia imutável sobre si mesma (Eu nasci assim/ Eu cresci assim/ Eu sou mesmo assim/ Vou ser sempre assim). Já a segunda canção, de Raul Seixas, conta a história de alguém que prefere estar em constante mudanças, “do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. Quando o assunto é mudar de ideia, você se identifica mais com qual das músicas?

Seja qual for a sua resposta, ela pode dizer muito sobre a sua personalidade – mas não há nada de errado nisso. Existem vantagens tanto em ter ideias consolidadas sobre algo, pois isso pode fortalecer seus ideais e valores, quanto em ter a disposição para mudá-las sempre que necessário, uma vez que demonstra capacidade de abertura para crescimento pessoal, conforme a psicóloga e mentora de carreira Viviane Rogêdo. “Estar rígido em relação a opiniões e pensamentos nos deixa engessados e pode nos impedir de ver novos caminhos, possibilidades e oportunidades de desenvolvimento e crescimento”, aponta.

O melhor caminho a ser trilhado passa, fundamentalmente, pelo equilíbrio de ambas as circunstâncias. Na visão de Viviane, quando uma pessoa segue uma “firmeza saudável de convicções”, ela terá “coragem para flexibilizar e dizer ‘não’ nos momentos mais adequados e casados com os objetivos dela”, pontua. Ainda assim, a psicóloga chama a atenção para momentos em que a resistência a transformações pode impactar diretamente no bem-estar mental das pessoas, especialmente quando uma mudança é inevitável. E o local onde ela mais percebe essa relação é em seu consultório.

“Muitas pessoas sofrem ao perceber que existem caminhos diferentes daquele que elas sempre trilharam. Normalmente, são pessoas que vivenciam as mesmas coisas em situações diferentes, o chamado ‘looping existencial’. São pessoas que terminam um relacionamento, trocam de emprego, afastam de familiares e amigos, quitam dívidas e, em pouco tempo, se percebem voltando a viver as mesmas coisas. Isso gera frustração e afeta a saúde emocional delas”, avalia.

Neurociência explica dificuldade de mudanças

Mudar de ideia sobre determinado assunto ou posicionamento, no entanto, nem sempre é fácil. A neurociência explica: o nosso cérebro tem uma tendência natural para a familiaridade e imutabilidade. Dessa forma, quando encontramos resistência diante de uma situação que exige mudança, é o nosso principal órgão do sistema nervoso entrando em ação para voltar à segurança.

“O nosso cérebro assimila aprendizados ao longo de nossa história, e, por isso, existe a dificuldade de mudar. Isso significa medo da mudança, insegurança de qual caminho seguir e um convite do nosso cérebro para voltar ao estado anterior, que é mais cômodo. As pessoas se sentem incomodadas com a mudança também porque desorganiza todo o sistema delas”, avalia Viviane.

Mas nem tudo precisa ficar do jeito que já está. A psicóloga aponta estratégicas para ajudar alguém a reconsiderar suas posições e mudar de ideia. O primeiro passo é conseguir identificar qual looping existencial está sendo vivido. “Depois, é necessário ter clareza e consciência das perdas por não sair desse ciclo. Em terceiro lugar, é preciso entender o motivo pelo qual quer sair desse looping (o que vai ganhar), pois isso fará com que a pessoa se esforce na mudança de ideias”, evidencia.

Afinal, manter-se sempre nas mesmas ideias pode levar a uma série de prejuízos, como “perda de oportunidades de crescimento e desenvolvimento no campo pessoal e profissional, de pessoas importantes e de oportunidades de assimilar novos aprendizados”, reitera a especialista. Além disso, a falta de flexibilidade pode levar a sentimentos de “angústia, paralisação, sofrimento mental, depressão e ansiedade”, segundo Viviane.

Fonte: O Tempo

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