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Saúde pede atenção a febre amarela depois de caso em Minas Gerais

Redação29 de abril de 20246min0
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Quatro casos da doença foram registrados em todo o Brasil nos últimos seis meses; três resultaram em óbitos

Uma morte por febre amarela na região da divisa entre Minas Gerais e São Paulo acendeu um alerta para o Ministério da Saúde. Um homem de 50 anos, residente nas regiões de Águas de Lindóia (SP) e Monte Sião, no Sul de Minas, veio a óbito recentemente. O órgão emitiu, nesse domingo (28/4), um alerta para intensificação das ações de vigilância e imunização nas áreas com transmissão ativa do vírus da doença.

Além do registro em Minas, outros três casos foram confirmados no Brasil nos últimos seis meses, de acordo com o Ministério da Saúde. Desses, dois resultaram em óbitos. As ações de vigilância tem como objetivo comunicar casos suspeitos com a maior agilidade possível, para que futuros surtos da doença sejam evitados, visto que a febre amarela tem alto índice de letalidade.

Febre amarela

No Brasil o ciclo da doença atualmente é silvestre, com transmissão por meio dos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. Os últimos casos de febre amarela urbana foram registrados no Brasil em 1942 e todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

A febre amarela é endêmica na região amazônica, mas, de tempos em tempos, o vírus emerge em áreas fora da na região extra-amazônica. O padrão temporal de ocorrência é sazonal, com a maior parte dos casos incidindo entre dezembro e maio. Surtos ocorrem quando o vírus encontra condições favoráveis para a transmissão, como altas temperaturas, baixas coberturas vacinais e alta densidade de vetores e hospedeiros.

A partir de 2014, o vírus reemergiu na região Centro-Oeste, se espalhando nos anos seguintes para as demais regiões do país. Entre 2014 e 2023, foram registrados 2.304 casos de febre amarela em humanos, sendo que 790 chegaram a óbitos.

Entre as recomendações do Ministério da Saúde estão o alerta para que equipes de vigilância e de imunização intensifiquem as ações nas áreas afetadas, com ampliação para municípios vizinhos; a notificação do adoecimento ou morte de macacos; e a atenção a sintomas de febre leve e moderada em pessoas não vacinadas.

Vacinação

Quanto à vacinação, as recomendações são para que seja utilizada a estratégia da busca ativa de pessoas não vacinadas nas regiões de ocorrência. Segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS), Ethel Maciel, a vacinação, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), é de suma importância no combate à doença.

“A febre amarela é uma doença facilmente evitável com a vacina. E ela está disponível no SUS para todas as idades. As campanhas mentirosas antivacina não prejudicaram apenas a Covid. A cobertura vacinal de febre amarela está abaixo do recomendado. Por isso a importância de toda a população estar com a vacinação em dia”, informa Ethel.

O Ministério da Saúde emitiu uma nota informativa conjunta dos departamentos de Doenças Transmissíveis, de Emergências em Saúde Pública e do Programa Nacional de Imunizações.

Para auxiliar nas ações, na última sexta-feira, o Ministério da Saúde disponibilizou 150 mil doses extras da vacina de febre amarela para o estado de São Paulo. Também foi feita a recomendação para o livre acesso à vacina nas unidades de saúde, sem a necessidade de agendamento prévio.

Quem não deve se vacinar

  • Crianças menores de 9 meses de idade
  • Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade
  • Pessoas com alergia grave ao ovo
  • Pessoas que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350
  • Pessoas em tratamento com quimioterapia/ radioterapia
  • Pessoas portadoras de doenças autoimunes
  • Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo)

Complicações da doença

Em casos graves, a pessoa infectada por febre amarela pode desenvolver alguns sintomas, como:

  • febre alta;
  • icterícia;
  • hemorragia;
  • eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.

Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem febre amarela grave podem morrer. Assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas, é fundamental buscar ajuda médica imediata.

Fonte: Estado de Minas

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