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Além de afetar autoestima, escoliose pode comprimir coração; veja complicações

Redação7 de junho de 20245min0
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Doença pode levar à insuficiência respiratória, cardíaca e a outros desfechos mais graves

A escoliose é uma condição marcada por um desvio progressivo da coluna lombar, afetando milhões de pessoas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 4% da população global sofre com essa doença. No Brasil, são 6 milhões de casos, com maior incidência entre adolescentes do sexo feminino.

No dia 27 deste mês se comemora o Dia Mundial da Escoliose. Em razão disso, existe a campanha Junho Verde, que tem o objetivo de conscientizar sobre a importância do diagnóstico e do tratamento precoce da condição.

O ortopedista da Santa Casa BH, André de Sá, especialista em patologias da coluna vertebral, detalha abaixo os principais pontos da escoliose:

O que é a escoliose

É uma doença caracterizada pelo desvio anormal da coluna vertebral, que geralmente fica num aspecto em S ou C. Lembrando que é um desvio tridimensional, ou seja, além do desvio lateral, ainda tem uma rotação vertebral acompanhando.

Em qual ponto da coluna ocorre

Essa curvatura lateral pode acontecer em qualquer parte da coluna vertebral, mas é mais comum nas regiões torácicas, meio das costas e lombar – parte inferior das costas.

Casos mais comuns

Na maioria das vezes, essa condição se desenvolve sem uma causa direta, quando então é denominada escoliose idiopática- o caso mais comum. Também pode ser causada por malformações, síndromes genéticas, tumores, paralisia cerebral e traumas.

Como identificar

Deve-se ficar atento aos principais sintomas da escoliose: a simetria dos ombros, da cintura e da própria curvatura da coluna. Se notada qualquer alteração, deve-se procurar um especialista. O diagnóstico precoce da escoliose é fundamental, uma vez que nas condições mais leves, é possível iniciar o tratamento conservador, ou seja, sem precisar operar.

Tratamento

O tratamento varia desde o tratamento conservador  – com uso de colete fisioterapia –  ao cirúrgico. Tudo depende do grau de escoliose e da progressão dela. Sempre lembrando que o tratamento cirúrgico é destinado a curvaturas maiores – acima de 45 graus -, que tiveram uma evolução muito rápida nos últimos seis meses.

Complicações

A escoliose quando não tratada ou negligenciada pode evoluir com progressão da curva. Inclusive essa curvatura pode piorar ao ponto de comprimir órgãos nobres, como coração e pulmão, levando à insuficiência respiratória, cardíaca e outros desfechos mais graves.

Experiência

Eduarda Correa dos Santos, de 25 anos, foi diagnosticada com escoliose aos 12 anos de idade. A guia turística passou por vários especialistas que não deram muitas esperanças a ela, apenas recomendaram a prática de pilates e exercícios físicos. Mas, aos 22 anos de idade, a jovem começou a se sentir esteticamente incomodada, uma vez que trabalhava com turismo e como modelo. “Me incomodava muito ficar torta para tirar foto. Eu tinha que fazer photoshop na cintura. Então, fiz novos exames e descobri que a escoliose já estava em nível avançado. Foi então que decidi fazer a cirurgia”, relembra.

A jovem conta que o procedimento deu muito certo e mudou a vida dela. “Hoje sou muito feliz, pois posso fotografar, viajar, colocar meus biquínis e ver que a minha cintura está alinhadinha, com uma coluna reta. Faço natação, academia, dirijo, tudo normalmente. Melhorou muito minha autoestima,” finaliza Eduarda.

Fonte: O Tempo

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