Com safra recorde, alimentos garantem ‘alívio no bolso’ e seguram inflação de 2025


O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano de 2025 em 4,26% e manteve a inflação oficial do Brasil dentro do teto da meta (4,5%). Embora o resultado de dezembro tenha apresentado uma leve aceleração (0,33%), o grande protagonista do ano para o consumidor brasileiro foi o setor de alimentos, que atuou como o principal ‘freio’.
Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo IBGE, o grupo Alimentação e Bebidas passou de uma alta de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025. O alívio foi sentido principalmente na ‘comida de casa’: a alimentação no domicílio saiu de 8,23% para 1,43% no acumulado de 12 meses.
Destaques no prato do brasileiro
A safra recorde de grãos e a queda no custo de insumos foram fundamentais para a redução de preços de itens essenciais. Entre os produtos que ficaram mais baratos em 2025, destacam-se:
- Arroz: Queda expressiva de 26,56%, devolvendo parte das altas acentuadas de anos anteriores.
- Leite longa vida: Recuo de 12,87%, após ter sido um dos vilões em 2024.
- Batata-inglesa: Queda de 13,65%.
Por outro lado, o café moído seguiu o caminho inverso, encerrando o ano com uma alta de 35,65%, pressionado por questões climáticas e cotações internacionais. Comer fora de casa também ficou um pouco mais caro: a alimentação fora do domicílio subiu 0,60% em dezembro, refletindo o aumento de custos operacionais e de mão de obra no setor de serviços.
Perspectivas
A expectativa para 2026 é que, com a manutenção de safras robustas e um câmbio mais estável, a inflação dos alimentos continue sob controle, embora o setor de serviços e os preços monitorados (como energia e planos de saúde) ainda exijam atenção das autoridades.
Fonte: Itatiaia

















