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Teto do INSS sobe para R$ 8.475; veja como ficam os benefícios

Redação12 de janeiro de 20264min0
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Medida, que definiu os novos valores pagos pela Previdência, foi publicada nesta segunda-feira (12) no Diário Oficial da União

Com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) na sexta-feira (9), aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem benefícios acima do salário mínimo terão reajuste de 3,90% na remuneração. O teto do INSS passará de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. A medida, que definiu os novos valores pagos pela Previdência, foi publicada nesta segunda-feira (12) no Diário Oficial da União (DOU).

A correção ficará abaixo da inflação oficial do país, já que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2025 com alta de 4,26%. A correção de 3,9% será aplicada integralmente apenas aos segurados que já recebiam aposentadoria ou pensão em 1º de janeiro do ano passado. Veja os percentuais:

  • Janeiro: 3,90%
  • Fevereiro: 3,90%
  • Março: 2,38%
  • Abril: 1,86%
  • Maio: 1,38%
  • Junho: 1,02%
  • Julho: 0,79%
  • Agosto: 0,58%
  • Setembro: 0,79%
  • Outubro: 0,27%
  • Novembro: 0,24%
  • Dezembro: 0,21%

Para os segurados que recebem um salário mínimo de benefício, o reajuste é automático e acompanha a atualização do piso nacional. O novo valor do salário mínimo, de R$ 1.621, passou a valer a partir do dia 1º de janeiro.

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INSS (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Reajuste na aposentadoria

O INPC é usado como índice de reajuste de aposentadorias desde 2003. Até 2006, não havia um índice oficial. O índice é calculado pelo IBGE desde 1979, refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 5 salários mínimos, com chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília.

O IPCA, considerado a inflação oficial do país, refere-se às famílias com rendimento monetário de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e também abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília.

Mudanças nas aposentadorias

Para os trabalhadores que já contribuíam com o INSS antes da aprovação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, o governo instituiu regras de transição. O objetivo é promover uma adaptação gradual às novas exigências de aposentadoria, com mudanças progressivas previstas até 2031.

Em 2026, essas regras passam por novo ajuste. A idade mínima aumenta seis meses em relação ao ano anterior: mulheres passam a precisar de 59 anos e seis meses, enquanto os homens deverão ter, no mínimo, 64 anos e seis meses. O tempo de contribuição, por sua vez, permanece inalterado — 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.

Já a regra dos pontos, que considera a soma da idade com o tempo de contribuição, também sofre atualização. Em 2026, a pontuação mínima exigida será de 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens.

Fonte: ICL Notícias

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