Café: seca no Brasil e alta em Nova York disparam preços no mercado interno


O mercado doméstico de café registrou um aumento na liquidez e no volume de negócios após o recesso de fim de ano. Segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a combinação de valorizações externas expressivas e a necessidade de caixa por parte dos produtores impulsionou o setor na primeira quinzena de janeiro.
Disparo na Bolsa de Nova York
O movimento de alta ganhou força especialmente a partir do dia 6 de janeiro. Na ocasião, o contrato com vencimento em março de 2026 registrou um salto de 1.450 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures). Esse avanço nas cotações internacionais elevou os preços no Brasil, aproximando-os dos valores pretendidos pelos cafeicultores e destravaram comercializações que estavam paradas.
Clima e câmbio como motivadores
Pesquisadores do Cepea apontam que a valorização foi sustentada por dois pilares principais:
- Déficit hídrico: escassez de chuvas em regiões produtoras estratégicas do Brasil acendeu o alerta para a safra 2026/27. Atualmente, as lavouras — especialmente as de café arábica — encontram-se em fases críticas de desenvolvimento e enchimento de grãos.
- Fator cambial: valorização do Real frente ao dólar também contribuiu para dar suporte às altas dos contratos futuros.
Além dos fatores de mercado, o comportamento do produtor foi decisivo para o aumento da liquidez. Com o início do ano, muitos agricultores precisaram comercializar parte de seus estoques para honrar compromissos financeiros e fazer caixa, aproveitando o cenário de preços mais atrativos para fechar novos negócios.
Fonte: Itatiaia

















