Minas Gerais segue em alerta contra a dengue para 2026


Minas Gerais permanece um dos estados mais vulneráveis do país à dengue e segue em nível de atenção para 2026. Apesar da queda dos casos observada no último ano, a chegada do verão e a constância das chuvas reacendem o alerta. Segundo dados do Ministério da Saúde, 2025 registrou uma redução de cerca de 90% dos casos em relação ao ano anterior, e o número de óbitos também caiu significativamente, com 135 mortes confirmadas, contra 1,2 mil em 2024 após intensas ações de controle do Aedes aegypti, somadas a uma maior mobilização da população.
Para Flávio Lima, médico infectologista do Hospital Orizonti, o cenário atual exige cautela e não permite que a população relaxe nas medidas preventivas. O especialista destaca que os números recentes já mostram uma tendência de alta que se assemelha ao início da grande epidemia de dois anos atrás.
“Com o início do período chuvoso, o número de casos de arboviroses aumenta, seguindo o ciclo de procriação dos mosquitos vetores. A partir de novembro de 2025, o Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais mostra uma notificação semanal de mais de 2000 casos em todo o estado. Esse número está parecido com o observado em 2024, no mesmo período, e esse acompanhamento é importante para o diagnóstico em fases precoces, caso ocorra uma epidemia”, alerta o médico do Hospital Orizonti.
Sintomas e Hidratação: O diferencial para evitar gravidade
Além do monitoramento dos casos, o infectologista reforça a necessidade de atenção aos primeiros sinais da doença. A dengue clássica se manifesta com febre alta e abrupta, dores no corpo, dor de cabeça e atrás dos olhos.
“Ao perceber os primeiros sintomas, a hidratação deve ser iniciada imediatamente, mesmo antes da confirmação do diagnóstico. A dengue é uma doença que desidrata o corpo rapidamente, e a reposição de líquidos, seja com água, soro caseiro ou água de coco, é a principal ferramenta para evitar que o quadro evolua para formas graves e internações”, orienta o infectologista.
Entre os cuidados, também é recomendado evitar o uso de medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios, pois eles aumentam o risco de sangramentos. Em caso de suspeita, o paciente deve procurar atendimento médico para a prescrição correta de analgésicos e antitérmicos.
A prevenção continua dentro de casa
O combate ao vetor continua sendo a medida mais eficaz. A vistoria semanal nos domicílios para eliminar água parada em vasos, calhas, pneus e garrafas é indispensável para interromper o ciclo de vida do mosquito.
“A queda nos números de 2025 provou que a mobilização funciona. O mosquito precisa de água parada para se reproduzir, e a maior parte dos focos ainda está dentro das residências. O uso de repelentes e a instalação de telas em janelas também são barreiras físicas importantes neste momento de alta transmissão”, finaliza o especialista.
Sobre o Hospital Orizonti
O Hospital Orizonti faz parte do Grupo Orizonti, fundado pelos médicos Amândio Soares Fernandes Júnior e Roberto Porto Fonseca – tendo como sócios os doutores Ernane Bronzatti e Marcelo Guimarães, conta com mais de 250 leitos, centro cirúrgico completo, além de centro de medicina nuclear e de diagnóstico por imagem, centro de transplante de medula óssea (TMO) e radioterapia. São mais de 55 especialidades disponíveis, entre elas neurologia, oncologia, ortopedia e cardiologia. O edifício bioclimático possui jardins internos e um dos maiores telhados verdes da América Latina – mais de 7 mil metros quadrados. Cercado pelas montanhas da Serra do Curral, integrado ao meio ambiente, tem vista panorâmica para Belo Horizonte (MG).

















