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Preço da cebola sobe mais de 34% e lidera altas em Minas Gerais

Redação24 de janeiro de 20265min0
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A batata e o mamão também tiveram aumento no preço; alface e laranja completam a queda

A menor oferta de cebola fez com que o vegetal registrasse maior crescimento percentual em Minas Gerais, com variação de 34,33% entre novembro e dezembro de 2025. Também tiveram aumento considerável a batata, que subiu 27,81%, e mamão, com 19,66%.

Dentre os que tiveram maior queda, o destaque foi da maçã que, no mesmo período, passou a custar 6,92% menos. Outros produtos a terem queda entre os meses foram a alface, 6,09% e a laranja, com retração de 1,86%.

Os dados são do Boletim Hortigranjeiro de janeiro de 2026, divulgado nesta quinta-feira (22) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ao todo, são pesquisados os preços de dez produtos, cinco hortaliças e cinco frutas, nas Centrais de Abastecimento (Ceasa), inclusive na de Belo Horizonte.

O aumento na cebola, com o quilo custando R$ 2,44, segundo a gerente de produtos hortigranjeiros da Conab, Flávia Starling, se deve a uma menor oferta muito concentrada nos estados da região Sul. Devido a isso, o transporte destes legumes para outras Ceasas do Brasil encarece o preço do produto.

A queda na comercialização da batata no Ceasa Minas em dezembro e a intercessão das safras fizeram com que o mercado mineiro recorresse a produções de outros estados. O preço do tubérculo foi de R$ 1,90 em Minas.

“O abastecimento da Ceasa mineira teve maior participação de produtos de fora do estado. A batata mineira, que tinha representatividade de 95% na comercialização, caiu para 60%. Essa lacuna é quase que completamente compensada pelos envios da Bahia (em dezembro com participação de 10%) e do Paraná (quase 20% da oferta na Ceasa)”, explicou Flávia Starling.

Já o aumento no preço do mamão foi afetado pela grande quantidade de chuvas que prejudicou a produção, com isso o valor chegou a R$ 4,75.

Outros itens como cenoura (1,77%), tomate (5,27%), banana (10,82%) e melancia (10,24%) também aumentaram em Minas no último mês de 2025.

Maçã, alface e laranja mais baratas

A maçã, que em boa parte do Brasil teve um aumento no preço médio, na Ceasa Minas teve queda (- 6,92%), o que levou o preço a R$ 8,10 o quilo.

Flávia Starling atribuiu essa variação à queda da demanda durante o período de férias escolares, menor qualidade de alguns lotes comercializados e concorrência com frutas mais presentes no final do ano. “Esses fatores foram mais intensos em relação a outros locais, e explicam os preços registrando pequena queda, mesmo com a oferta estável”, acrescentou.

Em Minas, a fruta fugiu da tendência do restante do País que foi de um ligeiro aumento de 0,64%, custando R$ 9,03, em média

O abastecimento quase que total da Ceasa Minas pela alface produzida no próprio Estado é a explicação para a queda no preço da hortaliça (-6,09%), que passou a custar R$ 7,12 o quilo. “O preço, nesse caso, reage pela variação da quantidade, mas também pelo aumento da demanda que provoca pressão de alta. De modo inverso, a qualidade não satisfatória – com as chuvas – e os custos de transporte – menor por ser a produção próxima ao consumo – pressionam o preço para baixo, o que deve ter acontecido em dezembro na CeasaMinas”, afirmou.

Já a queda no preço da laranja (-1,86%) decorreu de uma retração das exportações de suco e de um aquecimento das frutas de mesa, aquelas cultivadas para serem consumidas sem precisar passar por processamentos. O quilo da fruta foi negociado a R$ 2,48% na Ceasa Minas.

Fonte: Diário do Comércio

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