R$ 33,5 bilhões: abono salarial será pago a quase 27 milhões de pessoas; veja datas


O governo federal prevê desembolsar cerca de R$ 33,5 bilhões no pagamento do abono salarial dos trabalhadores inscritos no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), que começa em fevereiro. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o pagamento do benefício deve alcançar 26,9 milhões de trabalhadores.
O depósito é destinado para os trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público vinculados aos programas há, pelo menos, cinco anos, que tenham recebido no ano-base de 2024 uma remuneração média mensal de R$ 2.766. O pagamento é de um salário mínimo: R$ 1.621,00.
Cabe lembrar que janeiro não terá pagamento para os beneficiários. Segundo o calendário oficial aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o primeiro depósito está previsto para 15 de fevereiro, para os trabalhadores nascidos em janeiro. Para os trabalhadores nascidos em fevereiro, o benefício é pago no dia 15 de março, e assim por diante.
Veja o calendário de pagamentos em 2026
| Nascidos em | Data de pagamento |
| Janeiro | 15 de fevereiro |
| Fevereiro | 15 de março |
| Março e abril | 15 de abril |
| Maio e junho | 15 de maio |
| Julho e agosto | 15 de junho |
| Setembro e outubro | 15 de julho |
| Novembro e dezembro | 15 de agosto |
A partir deste ano, passam a valer novas regras do Abono Salarial, de acordo com a Emenda Constitucional nº 135 de 2024, que alterou o critério de renda para o acesso ao benefício. O limite de renda deixará de ser calculado com dois salários mínimos, passando a ser fixado em R$ 2.640 e reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O critério será reduzido gradualmente até atingir 1,5 salário mínimo por volta de 2035.
Isso vai ocorrer porque o salário mínimo agora é corrigido pela inflação mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Assim, o número de beneficiários do PIS/Pasep aumentaria a cada ano, aumentando também os gastos do governo com o benefício.
Segundo o governo, espera-se uma redução gradual no número de beneficiários a partir de 2026, sendo que em 2030, a depender de parâmetros econômicos, cerca de 3 milhões de pessoas devem deixar de receber o benefício. A economia acumulada deve ser de R$ 24,8 bilhões até essa marca.
Para saber se está entre os beneficiários, o trabalhador deve consultar o abono salarial pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. O usuário deve atualizar o programa, acessar a aba “benefícios”, selecionar “abono salarial” e clicar em “pagamentos”. Nessa seção, o trabalhador pode verificar o valor, a data e o banco de recebimento.
Fonte: Itatiaia

















