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Brasil promulga protocolo internacional para reforçar combate ao trabalho forçado

Redação25 de fevereiro de 20265min0
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Decreto publicado no Diário Oficial torna oficial no país acordo da OIT que amplia medidas de prevenção, fiscalização e proteção às vítimas

O governo federal promulgou nesta quarta-feira (25) o protocolo internacional que reforça o combate ao trabalho forçado no Brasil. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 12.857/2026, publicado no Diário Oficial da União, e incorpora ao ordenamento jurídico brasileiro o chamado Protocolo de 2014, ligado à Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Na prática, isso significa que o Brasil passa a adotar oficialmente novas diretrizes internacionais para prevenir e combater situações de trabalho forçado — condição em que uma pessoa é obrigada a trabalhar sob ameaça, dívida, retenção de documentos ou outras formas de coerção.

O que é a OIT?

A Organização Internacional do Trabalho é uma agência da ONU criada em 1919 que reúne governos, empregadores e trabalhadores para estabelecer normas internacionais sobre relações de trabalho. O Brasil é membro fundador da entidade.

Um dos principais instrumentos da OIT é a Convenção 29 da OIT, que trata especificamente da proibição do trabalho forçado ou obrigatório. O novo protocolo aprovado em 2014 complementa essa convenção, atualizando e fortalecendo as medidas de enfrentamento ao problema.

O que muda com o protocolo?

O chamado Protocolo de 2014 à Convenção 29 amplia as responsabilidades dos países que o adotam. Entre os principais pontos estão:

  • Reforço na fiscalização do trabalho;

  • Criação e fortalecimento de políticas públicas de prevenção;

  • Proteção especial a trabalhadores mais vulneráveis, como migrantes;

  • Ações educativas para informar empregadores e trabalhadores;

  • Combate às causas estruturais que favorecem a exploração.

Com a promulgação, essas diretrizes passam a ter respaldo formal na legislação brasileira.

Por que isso é importante?

O Brasil já possui mecanismos reconhecidos internacionalmente no combate ao trabalho análogo à escravidão, como grupos móveis de fiscalização e a chamada “lista suja” de empregadores flagrados explorando mão de obra irregular.

Especialistas avaliam que a promulgação do protocolo reforça o compromisso do país com os direitos humanos e fortalece a base legal para aprimorar políticas de prevenção e punição.

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o decreto consolida o alinhamento do Brasil às normas internacionais mais recentes sobre o tema.

Realidade ainda preocupante

Apesar dos avanços, o trabalho forçado ainda é uma realidade em diversas regiões do país, especialmente em áreas rurais e em setores como construção civil, carvoarias e confecções. As vítimas, muitas vezes, são pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica.

Com a nova medida, o governo reforça o compromisso de ampliar a prevenção, a fiscalização e a proteção às vítimas, buscando reduzir esse tipo de crime e garantir condições dignas de trabalho.

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