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Combustíveis vão subir? Importadores alertam para repasse da alta do petróleo

Redação4 de março de 20263min0
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Enquanto Petrobras tenta conter repasses imediatos, Abicom destaca que refinarias privadas e importadores devem reajustar preços com base no mercado global

disparada de 12% no preço do petróleo Brent, provocada pelo agravamento do conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos, deve chegar às bombas brasileiras mais rápido do que o esperado. O alerta foi feito pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) em nota oficial divulgada nesta terça-feira (3).

Segundo a entidade, a estrutura do mercado brasileiro impede que os preços fiquem congelados diante da volatilidade internacional. Isso ocorre porque uma parcela significativa do combustível consumido no país não depende da política de preços da Petrobras.

“Os preços da gasolina e do diesel no Brasil irão aumentar com base na variação dos preços no mercado internacional, uma vez que parte dos volumes comercializados é importada ou produzida por refinarias privadas (não Petrobras) que reajustam os seus preços semanalmente”, informou a Abicom.

O que diz a Petrobras?

Apesar do cenário de incerteza internacional, a Petrobras descartou, por ora, riscos de desabastecimento ou interrupções logísticas que possam travar a chegada de derivados ao Brasil.

“A Petrobras possui rotas alternativas à região do conflito, o que dá segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens. Os fluxos de importação da Petrobras são majoritariamente fora da região de crise e as poucas rotas que existem podem ser redirecionadas. A Petrobras reforça que não há risco de interrupção das importações e exportações no momento” disse a estatal em nota enviada à Itatiaia.

Pressão no Estreito de Ormuz

O otimismo da Petrobras em possuir rotas alternativas contrasta com a preocupação logística dos importadores. Com o tráfego no Estreito de Ormuz reduzido em 75%, os custos de frete e seguro marítimo para novas importações dispararam.

O posicionamento da Abicom sinaliza que, mesmo que a Petrobras segure seus preços nas refinarias próprias por algumas semanas, o consumidor poderá notar variações em postos bandeirados ou em regiões atendidas por polos privados já nos próximos dias.

Fonte: Itatiaia

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