Casos de Mpox dobram em Minas em menos de duas semanas; BH concentra 80% dos registros


Em menos de duas semanas, o número de casos de Mpox em Minas dobrou, saltando de cinco para dez registros oficiais em 2026. Belo Horizonte concentra oito dos dez casos identificados até o momento. Apesar do aumento na velocidade das notificações, todos os pacientes mineiros apresentaram evolução favorável e caminharam para a cura.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), na última sexta-feira (6), dois novos casos foram confirmados na capital, somando aos outros seis registros na metrópole (em 7/1, 29/1 (2x), 24/2, 27/2, 4/3). Além de BH, os municípios de Contagem, na Região Metropolitana, e Formiga, no Centro-Oeste mineiro, também notificaram um caso cada. Todas as confirmações foram em homens, com idade entre 30 e 45 anos.
No cenário nacional, o Brasil já soma 140 casos confirmados desde o início de janeiro, sem nenhum óbito registrado no período. Em janeiro, o número de casos confirmados e prováveis totalizou 68; em fevereiro, 70; e em março, 11. No ano, o estado que mais registrou casos da doença foi São Paulo (93), seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11).
Apesar dos registros, o Ministério da Saúde reforçou que o cenário não indica, neste momento, uma situação de crise. A pasta garantiu que o SUS está preparado para diagnóstico, tratamento e monitoramento dos casos, com investigação epidemiológica e rastreamento de contatos.
“O Ministério da Saúde, em articulação com estados e municípios, mantém vigilância ativa da doença e poderá adotar novas medidas, se necessário”, escreveu em nota.
Sintomas, diagnóstico e tratamento de Mpox
Os principais sinais e sintomas da doença incluem lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza. Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação clínica e informar eventual contato com caso suspeito ou confirmado.
A Mpox é considerada altamente infecciosa e o diagnóstico é realizado por meio da coleta de material das lesões, com identificação do vírus pela técnica de PCR. A transmissão ocorre, principalmente, por contato direto com lesões de pele e fluidos corporais de pssoas infectadas, além de objetos contaminados. Para prevenção, recomenda-se evitar contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença e higienizar constantemente as mãos.
Pessoas com suspeita ou confirmação devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. Também é fundamental reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
O tratamento é baseado em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. A maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada. Não há, até o momento, medicamento específico para a doença.
Fonte: Hoje em Dia

















