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Alta no preço da gasolina levanta suspeita de abuso e entra na mira do governo

Redação11 de março de 20265min0
Belo Horizonte terá gasolina a R$ 3,82
Investigação foi solicitada após denúncias de reajustes elevados e restrições na venda de combustíveis.

O governo federal acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar possíveis aumentos abusivos nos preços dos combustíveis em diferentes estados do país, incluindo Minas Gerais. O pedido foi feito pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, após denúncias de sindicatos do setor sobre reajustes elevados praticados por distribuidoras.

Segundo o ofício enviado ao Cade na noite de terça-feira (10), os aumentos estariam sendo registrados em postos da Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e também no Distrito Federal. A preocupação das autoridades é que os reajustes não tenham relação direta com mudanças no preço nas refinarias, o que poderia indicar distorções no mercado.

Sindicato mineiro relata dificuldades no abastecimento

Em Minas Gerais, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Minaspetro) informou que alguns postos estão enfrentando dificuldades para comprar combustíveis. De acordo com a entidade, distribuidoras teriam imposto restrições na venda, principalmente para postos de bandeira própria, aqueles que não estão vinculados diretamente a grandes redes.

Além disso, os revendedores relataram que, em alguns casos, o combustível estaria sendo oferecido a preços considerados muito altos, o que inviabiliza a compra.

“Nos últimos dias, o Minaspetro vinha alertando a imprensa e autoridades sobre restrições impostas por distribuidoras na venda de combustíveis, especialmente para postos de marca própria. Segundo relatos de revendedores, as empresas estariam se negando a vender produtos ou oferecendo combustível a preços considerados exorbitantes”, informou a entidade em nota.

O sindicato também relatou que já existem registros pontuais de postos com falta de combustível no estado, o que acendeu um alerta no setor.

Petrobras diz que não houve aumento

A Petrobras informou que não realizou reajustes recentes nos preços dos combustíveis nas refinarias e garantiu que há oferta suficiente de produtos no mercado brasileiro.

A estatal também afirmou que, até o momento, os impactos da tensão geopolítica no Oriente Médio, que têm pressionado o preço do petróleo no mercado internacional, ainda não foram repassados ao mercado interno brasileiro.

Apesar disso, algumas distribuidoras teriam justificado os reajustes com base justamente na alta internacional do petróleo provocada pelos recentes ataques e conflitos na região.

Reclamações de consumidores

Em cidades como Belo Horizonte, consumidores já começaram a relatar aumentos expressivos no valor da gasolina nos últimos dias. Entre segunda-feira (9) e esta quarta-feira (11), leitores e motoristas informaram elevações rápidas nos preços em alguns postos da capital mineira.

Diante das denúncias, órgãos de defesa do consumidor e o Ministério Público também foram acionados para acompanhar a situação.

Governo reforça monitoramento

O Ministério de Minas e Energia informou que está acompanhando de perto o cenário e intensificou o monitoramento tanto do mercado internacional de petróleo quanto da logística de abastecimento no país.

Segundo a pasta, os valores praticados nos postos de combustíveis também passarão por análise para verificar se há irregularidades ou práticas abusivas ao consumidor.

Enquanto a investigação avança, entidades do setor afirmam que continuarão monitorando a situação nas bases de distribuição e alertando autoridades sobre possíveis problemas no abastecimento.

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