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La Niña perde força e El Niño pode voltar; veja impactos no agro

Redação31 de março de 20269min0
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Boletim Copaaergs traz prognóstico climático para os meses de abril, maio e junho

O fenômeno natural La Niña deve sofrer um enfraquecimento gradual nos próximos meses, com 84,6% de probabilidade de transição de condições de neutralidade para condições de El Niño durante o trimestre de abril a junho. A previsão foi realizada pela APEC Climate Center (APCC), centro de pesquisa sediado na Coreia do Sul.

De acordo com o Boletim Trimestral do Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado do Rio Grande do Sul (Copaaergs), o prognóstico indica chuvas irregulares para o mês de abril, ficando próxima a ligeiramente abaixo da média no mês na maior parte do estado, pontualmente com chuvas acima da média em áreas restritas. Nos meses de maio e junho, há uma maior tendência de que as chuvas fiquem próximas a ligeiramente acima da média na maior parte do estado.

As temperaturas do ar devem sofrer grande variabilidade ao longo do trimestre, havendo períodos quentes e outros com incursão de massas de ar frio, eventualmente fortes. A tendência indica anomalias de normal a ligeiramente acima da média nas temperaturas do ar.

O boletim do Copaaergs é elaborado a cada três meses por especialistas em Agrometeorologia de dez entidades estaduais e federais ligadas à agricultura ou ao clima. O documento também lista uma série de orientações técnicas para as culturas do período.

Orientações para os produtores

Além da previsão do clima, o documento também lista uma série de orientações técnicas para as culturas do período. Para as culturas de verão em final de ciclo, é importante colher e armazenar os grãos assim que atingirem a maturação (ponto de colheita), além de utilizar estratégias para manter a cobertura dos solos mesmo depois da colheita.

Após a colheita, o boletim orienta o produtor a priorizar a adequação das áreas destinadas à lavoura de arroz para a próxima safra, principalmente as atividades de preparo e sistematização do solo e drenagem, para possibilitar a semeadura na época recomendada, especialmente em função do prognóstico de chuvas acima da média nos próximos meses.

Para as culturas de inverno, é fundamental escalonar a época de semeadura no período indicado pelo zoneamento agrícola e evitar semeaduras em solos excessivamente úmidos e com histórico de vírus do Mosaico dos cereais. Nos cereais, o produtor deve utilizar, preferencialmente, cultivares resistentes a doenças, considerando o prognóstico de chuvas acima da média no período, além de elaborar o planejamento de proteção de plantas às doenças, dando atenção especial a Giberela.

Hortaliças

Para os cultivos de hortaliças a céu aberto, a irregularidade das chuvas em abril demanda atenção especial ao manejo da irrigação, visando evitar déficits hídricos e oscilações no crescimento das plantas. Já no período de maio e junho, o aumento da frequência de chuvas e, consequentemente, do molhamento foliar e da umidade relativa do ar, tende a favorecer a incidência de doenças, especialmente de origem fúngica e bacteriana. Nessa condição, recomenda-se intensificar o monitoramento fitossanitário, adotar espaçamentos adequados, favorecer a aeração do dossel e priorizar práticas que reduzam o tempo de permanência de água sobre a parte aérea.

Nos sistemas de cultivo em ambiente protegido, a menor exposição direta às chuvas constitui um fator favorável para a redução do molhamento foliar e, portanto, da incidência de doenças. Torna-se fundamental o manejo adequado da ventilação, com abertura e fechamento de estruturas, para controle da umidade relativa do ar e da temperatura interna. A variabilidade térmica prevista exige atenção tanto para períodos de temperaturas elevadas, que podem intensificar o estresse fisiológico, quanto para episódios de frio mais intenso, que podem comprometer o crescimento e o desenvolvimento das culturas.

A maior nebulosidade, associada ao aumento das chuvas, pode resultar em redução da radiação solar incidente, impactando especialmente sistemas protegidos e na produção de mudas, onde a luminosidade é fator crítico para a qualidade das plantas. Nesses casos, é importante ajustar o manejo, evitando excessos de irrigação e de adubação nitrogenada, que podem agravar problemas fitossanitários e comprometer a rusticidade das mudas.

Fruticultura

Já no cultivo de frutas, o boletim orienta os produtores a implantarem ou manterem a cobertura vegetal nos pomares de forma que proteja o solo e retenha a água.

Além disso, deve-se atentar para o monitoramento do acúmulo de horas de frio no período, visando o planejamento correto do manejo de quebra de dormência para o próximo ciclo, devido à oscilação térmica. O produtor deve ter atenção ao manejo fitossanitário pós-colheita para evitar reentrada de doenças, considerando os prognósticos de temperaturas e precipitação acima da média no trimestre.

É importante realizar a adubação somente quando o solo apresentar umidade adequada e evitar o excesso de adubação com nitrogênio, principalmente em macieiras e pessegueiros, para não ocorrer estímulo às brotações.

El ninõ e La ninã

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que ocorre em intervalos de dois a sete anos. Como consequência, padrões de ventos e chuvas são alterados em escala global.

Já La Niña é o oposto. Nesse fenômeno acontece um resfriamento dessas águas, com efeitos igualmente significativos. Esses eventos acabam aumentando o risco de condições climáticas extremas, como secas, enchentes e ondas de calor.

Fonte: Itatiaia

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