Vacina da gripe tem formol e mercúrio? Anvisa esclarece componentes do imunizante e desmente fakes


A campanha de vacinação contra a gripe no Sistema Único de Saúde (SUS) começou no dia 28 de março e, com ela, foi retomada a onda de fake news sobre o imunizante. De olho no aumento da desinformação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma nota para desmentir um dos principais boatos que cercam a campanha neste ano: a composição da vacina.
A Anvisa diz ter identificado notícias falsas sobre três substâncias presentes nos imunizantes: o formaldeído, o mercúrio e o octoxynol-10. Para desmentir boatos, ela detalha para que cada um deles é utilizado. Confira:
Formaldeído
Também conhecido como formol, ele é utilizado em doses mínimas na vacina para inativar o vírus da gripe, sem qualquer risco de causar leucemia ou outros tumores, diferentemente do que insinuam conteúdos mentirosos sobre o tema. O próprio corpo produz formaldeído – o sangue dos bebês, por exemplo, tem uma concentração maior do que a de uma vacina.
Mercúrio
Uma concentração ínfima de mercúrio é adicionada à vacina como conservante, a fim de impedir o crescimento de bactérias e fungos nos frascos que contêm múltiplas doses e que, portanto, precisam ser utilizados de forma fracionada. Uma série de estudos comprovou que essa formulação é eliminada pelo corpo rapidamente, sem oferecer qualquer risco ao sistema nervoso ou aos rins, garante a Anvisa.
Octoxynol-10
A substância é um detergente que fragmenta o vírus durante a fabricação. Ele ajuda a garantir que o vírus da gripe presente na vacina esteja morto e, portanto, seja incapaz de provocar o adoecimento. Notícias falsas sobre o componente o associam a doenças autoimunes ou câncer, o que não tem base científica.
Fonte: O Tempo



















