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Governo vai subir etanol na gasolina para 32% ainda no primeiro semestre, diz Silveira

Redação8 de abril de 20263min0
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Após o início da guerra no Oriente Médio, o preço internacional do produto cresceu 65%, segundo estimativas da ANP

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quarta-feira (8) que a mistura de etanol na gasolina subirá para 32% ainda no primeiro semestre, para reduzir a dependência externa do combustível. O país buscará também a autossuficiência na produção de diesel.

A mistura atual de etanol na gasolina é de 30%. “O mundo vai sair [da guerra no Irã] com a estratégia de buscar independência. O Brasil sai na frente, porque já avançou muito nos biocombustíveis”, disse ele, em evento no Rio de Janeiro.

O Brasil importa hoje cerca de 15% da gasolina que consome. Após o início do conflito, o preço internacional do produto cresceu 65%, segundo estimativas da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

Já houve repasse da alta na parcela importada às bombas: ainda segundo a ANP, o preço médio da gasolina nos postos brasileiros subiu 8% desde a semana anterior aos primeiros ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã.

O ministro defendeu que o Brasil invista também na produção de diesel para reduzir a dependência externa, que hoje equivale a cerca de 30% do consumo nacional. A afirmação reforça declarações recentes da presidente da Petrobras, Magda Chambriard. “Há uma clara estratégia do presidente Lula para que a gente saia da dependência de diesel e gasolina”, afirmou.

Segundo ele, o governo vai trabalhar também para reduzir a dependência de gás liquefeito de petróleo (GLP, o gás de cozinha), hoje em torno dos 15% do consumo. Um dos passos nesse sentido será dado com a conclusão de obras no Complexo Boaventura, em Itaboraí (RJ).

O ministro questionou a adoção de preços internacionais nos combustíveis, principalmente na gasolina, em que o país é quase autossuficiente. “A Petrobras tem que entender que ela é do povo brasileiro”, afirmou. No diesel e no GLP, diz ele, o preço internacional valeria apenas para a parcela importada.

A Petrobras já não adota preços internacionais como fator determinando para os preços internos desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas acompanha de longe as variações do mercado externo.

(Nicola Pamplona / Folhapress)

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