Mineiro do Sul de Minas conquista o topo do Everest


O cume foi alcançado às 8h52, no horário local. A conquista ganhou destaque entre os praticantes de montanhismo no Sul de Minas e em todo o Brasil.
O interesse de Francisco pelo alpinismo começou em 2019, quando ele morou na China e teve contato com regiões próximas à Cordilheira do Himalaia. Além disso, em 2021, durante uma visita ao campo base do Everest, surgiu o objetivo de chegar ao topo da montanha.
Desde então, ele iniciou uma preparação física, técnica e mental intensa. O montanhista participou de expedições em montanhas como o Aconcágua e o Manaslu, no Nepal, considerado o oitavo mais alto do mundo.
Atualmente morando nos Estados Unidos, Francisco dedicou cerca de um ano exclusivamente aos treinamentos em montanhas do Colorado. A expedição ao Everest começou em abril deste ano, com a viagem até o Nepal, passando por Catmandu e pela cidade de Lukla.
Durante a subida, o alpinista enfrentou frio intenso, baixa concentração de oxigênio e risco constante de acidentes. Enquanto avançava rumo ao cume, a família acompanhava a expedição à distância e viveu momentos de apreensão, principalmente quando ele ficou incomunicável na chamada “zona da morte”.
Segundo Francisco, a experiência mudou sua forma de lidar com o medo. “Você muda toda sua visão. Quando chega lá em cima, percebe que é capaz”, afirmou.
Apesar da conquista histórica, ele destaca que a descida é considerada a etapa mais perigosa da expedição. “Na descida acontecem muitos acidentes, porque o corpo já está muito cansado”, explicou.
O alpinista também relatou que a experiência no Everest expõe diretamente os riscos da atividade. Durante a expedição, ele soube de mortes na região. “Fiquei sabendo de três óbitos, mas não foi no ataque ao cume”, disse.
Por fim, Francisco afirmou que o apoio da família foi essencial durante toda a preparação para a subida ao Monte Everest.
Fonte: Portal Onda Sul

















