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Junho Laranja: infertilidade afeta homens e mulheres; veja sinais de alerta

Redação10 de junho de 20263min0
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Médica ginecologista alerta que o sucesso da gravidez não depende somente da mulher, mas do casal

A campanha Junho Laranja marca o Mês de Conscientização sobre a Infertilidade. Um casal pode ser considerado infértil quando tenta uma gravidez por um ano sem sucesso.

“Sabemos que cerca de 80% dos casais conseguem a gravidez nesse período, enquanto 15% a 20% apresentam dificuldades que precisam ser investigadas”, afirma a ginecologista do Mater Dei, Roberta Sachetto, em participação no programa Acir Antão desta terça-feira (9).

A especialista explica que, nesses casos, o homem e a mulher devem investigar as possíveis causas da infertilidade. Ao contrário do que se pensa, a ginecologista reforça que o problema não é majoritariamente feminino.

“As taxas de fatores masculinos e femininos são muito semelhantes. Por isso, é fundamental investigar sempre o casal. Muitas vezes, o peso da busca recai sobre a mulher, mas o homem também precisa ser avaliado, principalmente por meio do espermograma”, orienta.

A médica diz quando é hora de buscar orientação médica. “Geralmente, orientamos aguardar um ano, mas esse tempo cai para seis meses se a mulher tiver mais de 35 anos, pois a idade interfere na fertilidade. Pacientes com fatores de risco conhecidos, como diagnóstico de endometriose, cirurgias ovarianas prévias ou alterações conhecidas no espermograma do parceiro, devem procurar atendimento especializado antes mesmo desse prazo”.

Nas mulheres, ela afirma que ciclos menstruais irregulares podem ser um sinal de alerta. Entre as causas, a ginecologista cita: “questões metabólicas que afetam a ovulação (como problemas na tireoide ou a síndrome do ovário policístico), o fator tubário (obstrução das trompas), a endometriose e questões uterinas.”

“A orientação principal é não postergar e procurar atendimento especializado o quanto antes, pois o tempo é o fator mais crítico para o sucesso do tratamento de reprodução humana. Superar o tabu e o julgamento social sobre a dificuldade de engravidar é essencial para buscar o sonho da maternidade e paternidade”, conclui a médica.

Fonte: Itatiaia

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