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Chegada do El Niño é oficialmente confirmada

Redação11 de junho de 20263min0
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Fenômeno deve se intensificar para um nível moderado ou forte, aponta Noaa

Noaa (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) confirmou, nesta quinta-feira (11), o início do El Niño.

Segundo a agência americana, o fenômeno climático deve se desenvolver para um nível moderado ou forte.

O que é o El Niño

O El Niño é um acontecimento natural na natureza e é caracterizado pelo aquecimento, acima da média, da superfície do oceano Pacífico, perto da linha do Equador. Sua atividade pode influenciar eventos climáticos extremos.

O fenômeno tem relação com os ventos alísios, que usualmente empurram águas quentes em direção a Ásia. Há anos, porém, aponta a Noaa, que tais ventos se enfraquecem. Esses são os anos de El Niño.

Há ainda um outro fenômeno associado, a La Niña. Ainda segundo a Noaa, esse segundo acontecimento se dá quando os alísios se tornam mais intensos do que o normal. O fenômeno se caracteriza, com isso, pela superfície da água mais fria do que a média histórica.

Enchente no Rio Grande do Sul (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)
Enchente no Rio Grande do Sul (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

Como afeta o Brasil

Segundo nota técnica do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o El Niño deste ano pode reduzir o volume de chuvas na amazônia. Isso pode levar a um aumento no risco de fogo no bioma.

Por esse motivo, Flávio Dino, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), a intimar a União e os estados parte da amazônia e do pantanal a informar o planejamento e os preparativos frente ao aumento do risco de incêndios florestais.

Enquanto o Norte e Nordeste usualmente ficam com menos chuvas, anos de El Niño costumam ter maior volume de precipitação no Sul do Brasil.

A região Centro-Oeste costuma ter temperaturas mais elevadas, aumentando também o risco de fogo.

Já no Sudeste, anos de El Niño costumam registrar aumento da temperatura média, especialmente na primavera e verão, mais chuvas no sudeste de São Paulo, centro-sul do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, e redução de precipitação em áreas mais ao norte. Também podem ocorrer secas na região, o que varia de acordo com a intensidade do fenômeno.

(Folhapress)

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