SUS estuda incorporar caneta emagrecedora, sem uso estético


O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quinta-feira (2/7) que o Sistema Único de Saúde (SUS) já estuda protocolos para uma eventual incorporação definitiva das chamadas canetas emagrecedoras à rede pública. O Ministério da Saúde acompanha um projeto piloto para avaliar como esses medicamentos podem ser utilizados no sistema público, mas ressaltou que eles não devem ser tratados como um “milagre estético”.
Em entrevista a O TEMPO, Padilha disse que a obesidade é encarada pelo governo como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. Segundo o ministro, o uso das canetas pode integrar o tratamento da doença, desde que associado a outras medidas, como alimentação saudável, prática de atividade física e acompanhamento multiprofissional.
“Estamos já, no SUS, estudando, analisando protocolos específicos do uso das chamadas canetas emagrecedoras”, afirmou.
O Ministério da Saúde já iniciou um projeto em um hospital federal que acompanha pacientes que aguardam cirurgia bariátrica e pessoas com doenças cardíacas associadas à obesidade. O objetivo é avaliar como esses pacientes utilizam a medicação, quais resultados são obtidos e como seria a aplicação desse tratamento na realidade do SUS.
“A partir da análise deste projeto, podemos avaliar como eles podem ser incorporados no SUS como medicamento, a ser controlado, a ser acompanhado e não como milagre estético”, disse.
Padilha reforçou que a estratégia do governo para combater a obesidade vai além dos medicamentos. Segundo ele, o ministério aposta em políticas como as Academias da Saúde, que recebem recursos federais para contratação de profissionais como educadores físicos, fisioterapeutas e nutricionistas, além da promoção do Guia Alimentar para a População Brasileira e de ações de educação alimentar nas escolas.
O ministro afirmou ainda que, onde essas iniciativas já estão consolidadas, houve redução expressiva no uso de medicamentos para hipertensão, diabetes, depressão e ansiedade, defendendo que as canetas emagrecedoras sejam apenas um dos instrumentos disponíveis para o tratamento da obesidade, e não uma solução isolada.
Ministro visita BH antes de vedação eleitoral
Nesta quinta (2/7), o ministro fez uma série de entregas em Belo Horizonte de equipamentos para a saúde. A visita ocorre dois dias antes da vedação eleitoral – conforme lei, governos ficam proibidos de realizar publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos.
No Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por exemplo, ao menos 10 leitos de cuidado intensivo foram inaugurados para operar com o apoio de um sistema de inteligência artificial (IA), capaz de monitorar prontuários 24 horas por dia e prever antecipadamente riscos aos pacientes. Padilha também entregou ao HC-UFMG a primeira ambulância inteligente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Minas Gerais. O veículo transmitirá, em tempo real, informações clínicas dos pacientes durante o deslocamento até o hospital.
Ele também inaugurou um novo tomógrafo na Santa Casa de Belo Horizonte e anunciou um novo curso de Medicina. A expectativa é que, após a autorização do MEC, sejam abertas de 80 a 100 novas vagas para estudantes na área.
No total, o estado recebeu 135 veículos e unidades móveis dos programas Agora Tem Especialistas e Novo PAC Saúde, que serão distribuídos aos municípios, sendo 64 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), 36 ambulâncias do SAMU 192, 23 micro-ônibus, nove vans para transporte sanitário e três ambulâncias Tipo A.
Fonte: O Tempo

















