Minas está em alerta de alto risco para disparada de doenças respiratórias, aponta Fiocruz

Minas Gerais está entre os cinco estados brasileiros em nível de alerta para alto risco de aumento dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). O dado consta na nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (16), pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que aponta tendência de crescimento da doença no estado, na contramão da maior parte do país.
No cenário nacional, os casos de SRAG apresentam sinal de queda nas tendências de longo prazo – das últimas seis semanas – e de curto prazo – das últimas três semanas. Contudo, em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os casos seguem em crescimento.
Entre as principais causas está a alta de diagnósticos do vírus sincicial respiratório (VSR), que atinge principalmente crianças de até 2 anos e ainda se mantém em níveis elevados nesses estados. O aumento também é observado em relação à influenza A. Segundo o InfoGripe, embora o período sazonal já tenha se encerrado em boa parte do país, os casos graves provocados pelo vírus continuam altos em Minas Gerais, Paraná e Roraima.
Já os casos graves por influenza B continuam aumentando em alguns estados da região Centro-Sul, entre eles Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Conforme mostrou O TEMPO, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Belo Horizonte confirmou nessa quarta-feira (15/7) que o atendimento para adultos também “opera sob status de alerta, seguindo os critérios do plano de contingência”. De acordo com a pasta municipal, foram cerca de 29 mil atendimentos no mês, apenas até o dia 13 de julho. Em 2026, de janeiro até o momento, as UPAs e os centros de saúde já registraram cerca de 356 mil atendimentos por doenças respiratórias.
Diante desse contexto, os especialistas da Fiocruz destacam a importância da adoção de medidas preventivas, como manter a higiene respiratória, lavar as mãos, cobrir o nariz e a boca com o braço ou um lenço de papel ao tossir ou espirrar e fazer isolamento em caso de sintomas de gripe ou resfriado. Se isso não for possível, a orientação é sair de casa usando máscara. Além disso, é fundamental manter a vacinação em dia.
Incidência e mortalidade
O estudo da Fiocruz revela ainda que a incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm no país o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias. Enquanto a incidência de SRAG é mais elevada entre crianças de até 2 anos, a mortalidade é maior na população com 65 anos ou mais.
A incidência de SRAG nessa faixa etária está associada principalmente ao vírus sincicial respiratório. Já a mortalidade entre os idosos tem como principal causa a influenza A.
Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto entre crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada na população com 65 anos ou mais. Já a influenza B também apresenta maior incidência entre crianças menores de 2 anos, enquanto a mortalidade é mais elevada tanto nessa faixa etária quanto entre os idosos.
O que é a SGRA?
A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) é uma infecção respiratória grave que compromete os pulmões e provoca dificuldade para respirar. A doença pode causar lesões nos alvéolos pulmonares, estruturas responsáveis pelas trocas gasosas, e, em muitos casos, está associada à pneumonia, o que agrava o quadro clínico e pode exigir atendimento médico especializado.
Fonte: O Tempo

















