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Quatro em cada dez adultos no Brasil têm colesterol alto e a maioria não sabe

Redação14 de agosto de 20264min0
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Entre os membros da operadora, 69% dos hipertensos mantêm a pressão controlada, acima da média nacional de 54%, resultado de um modelo que busca o risco antes do sintoma

Cerca de 40% dos adultos brasileiros vivem com colesterol elevado, o equivalente a 18,4 milhões de pessoas, e 67% não sabem qual é a própria taxa, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. O colesterol elevado, assim como a hipertensão arterial ou o diabetes, é um fator de risco silencioso para infarto e AVC que, na maioria dos planos de saúde, só aparece tarde, quando a pessoa chega ao pronto-socorro. Na Alice, plano de saúde para empresas que tem por missão tornar o mundo mais saudável, 69% dos membros hipertensos mantêm a pressão arterial controlada, contra uma média nacional de 54%, um indicador que a operadora atribui ao rastreio cardiometabólico feito de forma ativa, antes de qualquer sintoma.

Doenças cardiovasculares respondem por cerca de 30% de todas as mortes no país, segundo o Ministério da Saúde, e a maior parte delas tem raiz em condições que se instalam por anos e, muitas vezes, sem dar sinal: colesterol alto, pressão arterial elevada, glicemia descontrolada. O modelo de saúde suplementar brasileiro foi desenhado para reagir à doença já instalada, quando os sintomas já começam a ficar graves.

A Alice organiza o cuidado em torno de um médico de família e comunidade que acompanha cada membro de forma contínua, apoiado por um time de saúde multidisciplinar e por inteligência artificial que sinaliza quem tem perfil de risco antes de a doença avançar. Esse médico não libera ou barra acesso: ele coordena o cuidado, puxa o rastreio no momento certo e conecta o membro ao especialista quando é preciso. O rastreio de colesterol integra um protocolo mais amplo, que cruza glicemia, peso e pressão para identificar perfis de risco combinados e desenhar um plano de cuidado individual.

“Hipertensão e colesterol alto andam juntos e se alimentam mutuamente. Quando a gente rastreia cedo e mantém a pressão controlada, está prevenindo infarto e AVC, não apenas corrigindo um número no exame”, afirma Daniel Knupp, líder médico na Alice. “O ponto central é reorganizar o sistema. O médico de família e comunidade é parte central do nosso modelo para ocupar o intervalo entre o risco e o dano”, explica Daniel Knupp, líder médico na Alice.

A abordagem de coordenação de cuidado da operadora monitora mais de 160 desfechos clínicos em uma base de mais de 100 mil membros em São Paulo, com benchmarks nacionais e internacionais. O acompanhamento longitudinal permite identificar, por exemplo, quem está com colesterol em elevação antes de o quadro se tornar dislipidemia estabelecida, e agir sobre alimentação, atividade física e, quando necessário, medicação, sem esperar o primeiro evento cardíaco.

Com o Dia Nacional de Combate ao Colesterol comemorado em de agosto, o especialista reforça que a prevenção cardiovascular efetiva não depende de campanhas pontuais, mas de um sistema desenhado para agir antes da crise. “Nosso índice de hipertensão controlada não é só um número clínico, mas sim a evidência de que é possível mudar o curso das doenças crônicas quando o cuidado é organizado em torno da pessoa e chega no momento certo”, conclui Knupp.

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