Sarna humana: médico explica como reconhecer a doença e evitar transmissão

Minas Gerais registrou sete ocorrências de surto de sarna humana em 2026, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. O mais recente ocorreu neste mês, em Lagoa Santa, na Região Central do estado. Alfenas, Andradas, Campo Gerais, Lavras, Itapecerica, Joaquim Felício e Coronel Xavier Chaves também registraram casos.
“A sarna humana, chamada de escabiose, tem uma alta contaminação que ocorre de forma muito rápida. Os diagnósticos estão sendo feitos muito tardiamente; por isso as pessoas não estão tratando e a doença está se tornando um problema de saúde pública”, destaca o dermatologista Paulo Macieira durante participação no programa Acir Antão, da Itatiaia, nesta segunda-feira (19).
O especialista explica que a sarna humana é transmitida principalmente pelo contato direto com a pele contaminada. Também há a transmissão indireta, por meio do contato com roupas de uso pessoal, roupas de cama e toalhas contaminadas.
O médico diz que a doença não está relacionada à falta de higiene. “Qualquer pessoa, mesmo quem tem uma higiene rigorosa, pode se contaminar. Porém, em locais muito fechados e aglomerados, a manifestação é realmente maior”, afirma.
O principal sintoma de sarna humana é a coceira intensa, que ocorre principalmente à noite. “Ela forma “túneis” na pele, microvesículas, e a região fica vermelha e irritada”, diz o dermatologista.
O tratamento é feito com creme dermatológico ou comprimido. Quanto às roupas e toalhas infectadas, o médico orienta: “Deve-se passar ferro quente dos dois lados e lavar. As roupas que não puderem ser fervidas ou lavadas podem ser colocadas dentro de um saco plástico bem fechado por 7 dias, tempo suficiente para o ácaro morrer”.
Fonte: Itatiaia


















