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Hipertensão aumenta risco de AVC e reforça importância do monitoramento regular da pressão arterial

Redação26 de outubro de 202610min0
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Brasil registrou mais de 50 mil mortes por AVC entre janeiro e julho de 2026; controle da pressão arterial é uma das principais medidas para reduzir o risco da doença

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua sendo um dos principais desafios de saúde pública no Brasil. Entre janeiro e julho de 2026, o país registrou 50.424 mortes e 182.253 internações relacionadas à doença, segundo dados do DATASUS divulgados em outubro. O cenário reforça a importância da prevenção e do controle dos fatores de risco, especialmente a hipertensão arterial, que pode evoluir sem sintomas e aumentar significativamente a probabilidade de complicações cardiovasculares.

Em 2025, foram registrados 89.490 óbitos por AVC no país, de acordo com dados do Portal da Transparência do Registro Civil compilados pela Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC). A entidade também contabilizou 20.461 mortes entre janeiro e março de 2026, com base nos registros dos cartórios. Embora os levantamentos utilizem bases distintas, os números dimensionam a gravidade do problema e a importância de ampliar as estratégias de prevenção.

A hipertensão arterial está entre os principais fatores de risco modificáveis para o AVC. Como muitas pessoas não apresentam sintomas perceptíveis, o diagnóstico pode demorar, o que reforça a importância de medir a pressão regularmente, realizar consultas médicas e seguir o tratamento indicado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas com hipertensão têm risco de AVC quase três vezes maior do que aquelas sem a condição.

A dimensão do problema também aparece nos dados de mortalidade relacionados à própria hipertensão. De acordo com boletim epidemiológico do Ministério da Saúde publicado em 2025, a taxa de mortalidade associada à doença passou de 183,5 óbitos por 100 mil habitantes, em 2010, para 211,5 em 2023. A série histórica evidencia a necessidade de ampliar o diagnóstico e o acompanhamento de uma condição que pode permanecer sem sinais claros por longos períodos. Para Pedro Henrique de Abreu, diretor de Marketing da G-TECH, o monitoramento regular da pressão arterial é uma medida importante para ampliar a percepção sobre a própria saúde e favorecer a identificação de alterações.

“A hipertensão pode evoluir durante muito tempo sem provocar sinais claros. Por isso, não devemos esperar o aparecimento de sintomas para verificar a pressão arterial. O acompanhamento regular ajuda a identificar alterações e oferece informações importantes para que o profissional de saúde avalie a necessidade de investigação ou de ajustes no tratamento”, afirma.

Monitoramento em casa complementa o acompanhamento médico

A medição da pressão arterial em casa pode ajudar pessoas com hipertensão diagnosticada e aquelas que precisam acompanhar o indicador por orientação médica. O registro dos resultados ao longo do tempo também pode contribuir para que o profissional de saúde compreenda melhor as variações da pressão na rotina do paciente.

A prática, porém, exige alguns cuidados. O ideal é utilizar um aparelho validado, seguir as instruções de uso e realizar as medições em condições adequadas, com a pessoa sentada, em repouso e com o braço apoiado na altura do coração. Uma leitura isolada não é suficiente para estabelecer o diagnóstico, que deve ser feito por um profissional de saúde.

“Os medidores digitais de pressão podem facilitar esse acompanhamento, porque permitem que a pessoa registre os resultados em casa e compartilhe as informações durante a consulta. O mais importante não é apenas medir, mas manter uma rotina adequada e entender que os números precisam ser avaliados dentro do contexto clínico de cada paciente”, explica Abreu.

Entre os recursos disponíveis estão os aparelhos automáticos de braço, como os modelos LA800 e BSP11, da G-TECH. Equipamentos desse tipo podem auxiliar no registro da pressão arterial e da pulsação, desde que utilizados corretamente. A escolha do dispositivo deve considerar a validação clínica, o tamanho adequado da braçadeira e as necessidades de cada usuário. O monitoramento domiciliar, no entanto, não substitui consultas, exames ou o tratamento prescrito. Pessoas que já utilizam medicamentos para controlar a pressão devem manter a orientação médica e não interromper a medicação por conta própria, mesmo quando as medições apresentam resultados satisfatórios.

Hábitos saudáveis ajudam, mas nem sempre dispensam medicamentos

A prevenção da hipertensão e de suas complicações envolve mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de sal, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física regularmente, evitar o tabagismo e moderar o consumo de álcool. O controle do peso e a atenção à qualidade do sono também fazem parte desse cuidado. Essas medidas podem contribuir para reduzir a pressão arterial, mas não são suficientes em todos os casos. Dependendo dos níveis registrados, do histórico clínico e de outros fatores de risco, o paciente pode precisar de medicamentos e acompanhamento contínuo.

“A prevenção não depende de uma única atitude. Manter hábitos saudáveis é fundamental, mas cada pessoa tem necessidades diferentes. Quem recebeu o diagnóstico de hipertensão precisa seguir as orientações do profissional de saúde e acompanhar a pressão de forma regular, sem substituir o tratamento por mudanças na rotina ou por medições feitas em casa”, afirma o executivo.

O controle da glicemia e do colesterol também merece atenção, especialmente entre pessoas com diabetes ou histórico familiar de doenças cardiovasculares. Esses fatores, associados à hipertensão, ao sedentarismo e ao tabagismo, podem aumentar o risco de complicações vasculares.

Nesse contexto, o acompanhamento de outros indicadores de saúde também pode fazer parte da rotina de pessoas com condições que exigem atenção contínua. Os glicosímetros, por exemplo, auxiliam no controle da glicemia entre pessoas com diabetes, de acordo com as orientações de seus profissionais de saúde. Assim como ocorre com os medidores de pressão, os resultados devem ser interpretados dentro de um plano de cuidado individualizado.

Reconhecer os sinais do AVC é fundamental para agir rápido

Celebrado em 29 de outubro, o Dia Mundial do AVC chama a atenção tanto para a prevenção quanto para a necessidade de reconhecer os sinais da doença. Alterações súbitas na fala, fraqueza ou dormência em um lado do corpo, assimetria facial, perda de visão e dificuldade repentina de equilíbrio estão entre os sintomas que exigem atendimento imediato.

O AVC é uma emergência médica. Diante da suspeita, é necessário acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, sem esperar que os sintomas desapareçam. Embora o atendimento rápido seja decisivo para reduzir o risco de morte e sequelas, parte do cuidado começa muito antes de uma emergência. Identificar e tratar a hipertensão, acompanhar outros fatores de risco e manter consultas regulares são medidas que ajudam a reduzir a probabilidade de complicações.

“A tecnologia pode aproximar as pessoas do acompanhamento da própria saúde, mas precisa fazer parte de um cuidado mais amplo. Medir a pressão regularmente, registrar os resultados e levar essas informações ao médico são atitudes simples que ajudam a transformar a prevenção em um hábito”, conclui Abreu.

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